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14/11/2019

📚Resenha | Cinzas de Fazer Fênix - Rogério Bernardes 📚

Hello, guys!


🔥"Cinzas de Fazer Fênix" foi concedido em parceria com a @editorapenalux e começa com um poema que faz referência à trilogia alada do @rogeriovbernardes: Olhar de Andorinha, Cantigas de Ninar Dragões e Cinzas de Fazer Fênix e termina da mesma forma.

🍁Os poemas, em sua maioria em versos livres, adquirem muitas vezes um tom de exortação, de denúncia, de angústia e falam do próprio ato de escrever: metapoema. É uma poesia que revela a consciência da realidade do eu lírico, que não se refugia nas boas lembranças do passado ou se ilude com um futuro para esquecer suas dores e os males da sociedade em que vive. O presente é o tema constante e o tempo em que ele vive e denuncia e sofre.

📝Rogério denuncia através de sua escrita a ironia do ser humano, pois "Somos guarnição de nossos próprios erros." O ato de escrever se apresenta como um forma de não enlouquecer e se dá, às vezes, como uma hemorragia de palavras(verborragia) e a estrutura do poema faz jus a seus sentimentos. O poeta é alguém inconformado, que questiona o mundo. Mas apesar de tudo, ele resiste, "Ele caminha sobre brasas/como quem pisa em nuvens/e ninguém o perdoa por isto./ Ele é Poeta.", portanto, a palavra também resiste. Viva a poesia! ❤️


🍁Autor: @rogeriovbernardes
 |🍁Páginas: 110 
🍁Ano: 2019
Nota: 🌟🌟🌟🌟🌟

22/06/2019

🌙 Resenha | A Travessia das Eras- André Galvão

🌙Hello, pessoas!🌙


🌻Quem aí gosta de poesia? \o
A Trvessia das Eras foi concedido em parceria com a Editora Penalux e foi uma leitura maravilhosa, como tem sido a leitura de todos os livros da editora.


🌻Em A Travessia das Eras somos apresentados a uma poesia em tom de denúncia. O poeta denuncia o descaso para com a vida humana, o rotinismo, o caos urbano. 

🌻Ora a cidade se apresenta como uma personagem ativa e altiva, que parece petrificar nossos sentimentos, nossa sensibilidade, ora como uma personagem imersa na escuridão e pequena.

🌻André denuncia nosso conformismo, nossa submissão e a falta de questionamento diante de algumas situações. O olhar do poeta se volta para um cenário que muitos se recusam a ver ou que simplesmente ignoram: a parte marginal da sociedade, que é deixada à própria sorte.

🌻Os poemas de André, que adota um estilo simples e versos livres, em sua maior parte, revelam um cansaço, uma exaustão e uma desesperança, e ao tecerem questões sobre a vida, constatam a nossa impotência diante dela. Talvez em um primeiro momento tomemos o poeta como pessimista, mas sua poesia apenas constata a realidade humana, sem máscaras. E ele não se engana, não é sonhador a ponto de acreditar que a palavra pode salvar, como muitos autores acreditam, o que sentimos ao ler A Travessia das Eras é que nem mesmo a poesia nos salva da nossa realidade dura e crua.

🌻O que posso lhes dizer é para não esperar uma poesia com um estilo rebuscado, André escreve de uma forma simples, de uma forma realista, mas nem por isso menos brilhante que qualquer outro poeta.

🌻Conhecem o livro? Gostam de poesia?

🍂Nota: 🌟🌟🌟🌟'5 (4,5)
🍂 Autor: @andregalvao77 
🍂Editora: @editorapenalux
🍂Ano: 2018
🍂98 pgs

13/11/2018

Resenha | O Quarto de Azulejos - Tonho França

SINOPSE | COMPRA
Oi, pessoas!
Hoje a resenha é de um livro de poesia que li faz um tempoooo. Estou devendo ela há séculos, mas estava travada para resenhas de livros de poemas, acreditam?

Mas destravei. Antes tarde que nunca, né? Haha. O livro foi concedido pela Editora Penalux, uma editora amor e, por sorte, parceira do blog. Vão lá conhecê-la! Cliquem AQUI.

O Quarto de Azulejos é dividido em duas partes: Sobre a Nudez das Paredes e Olhares Para Além do Dia a Dia. Ao todo são 62 poemas. A poesia de Tonho França, que aborda temas diversos, é íntima, cheia de significados. O poeta abre a porta de seu quarto para que contemplemos o mundo desde sua perspectiva.


Os poemas exalam amor, tristeza, solidão, e falam de eternidade. Nos deparamos com uma poesia que nos deixa um gosto de recordações, de desejo por um amanhã melhor, como podemos ver em "Caminhos" (p.24):

"[...] quem sabe, amanhã, um café, um cigarro/ ou até um tango argentino/  um verso novo, a brisa do mar.../  e me levante mais cedo/ ame mais cedo/ me perceba mais / e até sorria/ colhendo pelas calçadas/ auroras de poesia"

Podemos ver, muitas vez, um eu-lírico desprovido de esperança, mas que ao mesmo tempo quer acreditar "na eternidade do que não vê".

Os poemas de Tonho França cantam as memórias vividas com um gosto de noite e falam das diversas faces do eu-lírico, de uma alma que não é feita de uma coisa só, mas de várias. Eles se limitam, principalmente na primeira parte (Sobre a Nudez das Paredes), à subjetividade da voz que os canta e mostram as cores neutras que compõem sua alma. Não é uma poesia que fala de problemas alheios, mas das aflições do próprio ser, de seus sentimentos a respeito de algumas coisas. Nos sentimos como se o poeta rasgasse o papel de parede de seu quarto e mostrasse o que há por trás dele.


Na segunda parte (Olhares Para Além do Dia a Dia), já não ficamos reclusos à alma, aos sentimentos, do eu-lírico, conseguimos enxergar as coisa lá de fora, é como se ele nos conduzisse a uma  janela e pudéssemos contemplar situações e objetos que se transformam em poesia, tiramos os olhos da sua alma para olhar o que há nas outras.

Aqui, as coisas cotidianas ganham outro tom e os poemas, muitos deles, adquirem uma estrutura irregular, formando, muitas vezes, o objeto/elemento do qual falam. O autor brinca com as palavras, tanto em um sentido estrutural como fonético, construindo poemas visuais, sensoriais. As coisas são despidas do que aparentam ser para mostrar a sua essência.

Realmente vemos as coisas além do que elas aparentam; as pessoas, os objetos, ganham sentidos que só mesmo uma pessoa revestida de poesia poderia ver e, sobretudo, escrever.

A poesia de Tonho transborda alma, é íntima, e nos convida a entrar, de corpo e alma, no Quarto de Azulejos e sentir e ver do que ele é feito.

Livro mais que recomendado. Além da edição linda, a Penalux sempre arrasa, temos vários desenhos de Jurandir Fábio, como esses das duas últimas fotos.

Classificação: 
🕮🕮🕮🕮🕮
Autor: Tonho França
Editora: Penalux
Ano: 2014
Páginas: 110

07/10/2018

Indicação | 5 livros de poesia da Editora Penalux


Oi, gente! Tudo bem com vocês?
Hoje em dia, pelo que vejo nas redes sociais, as pessoas gostam mais de romance, contos, fantasia, enfim, do gênero épico (de narrativas). A Poesia (gênero lírico) tem se perdido aos poucos e fico feliz quando vejo uma editora que a valoriza tanto. Não é um gênero fácil de ser escrito, imagino, de ser lido, e talvez seja por isso que muitas pessoas não gostam. Muita gente também restringe a algo meloso, de amor, mas se engam muito, porque não se trata só de falar de um amor perdido ou de uma paixão avassaladora, há poemas de diversos âmbitos, principalmente social. A  poesia aquece a alma e traduz o mundo, o poeta, a nós. Então vale a pena ler, vale a pena dar uma chance, e quando começamos não queremos mais parar. Antes eu não lia poesia, mas hoje não vivo sem.

E pensando em tudo isso, resolvi trazer alguns livros de poemas publicados pela Penalux, editora parceira e através da qual eu tenho amado ainda mais a Poesia.

         


🐲Cantigas de Ninar Dragões é o estilo de poesia que eu amo, cheia de sentimentos, de denúncia e de alma. Uma poesia que revela a si mesma, que revela um poeta cheio de inquietações e cada palavra impressa é uma canção para fazer dormir dragões, que são os sentimentos que atormentam o poeta ou a própria poesia. Desse também tem resenha aqui no blog.

Tempo do Tempo: As estações do coração eu já trouxe resenha. É o estilo de poesia mais simples e não tão profundo desde uma perspectiva formal, mas pra quem gosta de uma leitura pra passar o tempo e sem muita profundidade, ele é indicado.


⛈Trevas, Trovões e Trovas é lindo, filosófico e espiritual. Retrata a constante busca por encontrar-se. Foi uma leitura agradável e de alma. Tem resenha dele aqui no blog.
  
         
         
       

🎸Um alaúde, a Península e teus olhos negros terminei recentemente e trarei resenha em breve. Desde já recomendo muito a leitura. É uma poesia mais formal, cheia de sensações.

🌷O Quarto de Azulejos foi uma leitura bem íntima, cheia de simbolismos, que nos faz entrar no quarto do poeta e enxergar a sua alma, pelo menos a parte que ele deixa exposta. Em breve trarei resenha dele.


É isso, gente. Espero que tenham gostado das indicações. Me contem, costuma ler poesia? Gostam? Um abração e até a próxima, se Deus quiser. \o/

27/02/2018

♡ Resenha | Tempo do Tempo: As estações do coração- Marianne Galvão

COMPRA | AMOSTRA GRÁTIS
Oi, gente, tudo bem?
Recentemente a editora Penalux, parceira do blog, me disponibilizou um livro que devorei. 💗

Pra quem gosta de poesia no estilo Pó de Lua, da Clarice Freire e de Eu me chamo Antônio, do Pedro Gabriel, vai amar esse livro.

Os poemas da Marianne são simples, de versos livres e bem visuais. A maioria dos poemas estão escritos em prosa e divididos nas quatro estações do ano: Outono, Inverno, Primavera e Verão. Sua máxima, como é de esperar pelo título, é o amor, que é tema central. Cada poema representando as estações adquirem características dela.

🍂O livro é composto por 101 poemas que se pode ler rapidamente. Apesar de simples, abordam um tema complexo e profundo, que é o amor.  Há muitos encontros e desencontros, encantos e desencantos; ora os poemas falam de um amor que exalta, que faz a pessoa que ama ser feliz, ora eles falam de um amor que traz tristeza ao coração de quem o sente. O eu lírico parece sempre estar em busca do amor e apesar de reconhecer o sofrimento que muitas vezes ele causa, se sente privilegiado em poder senti-lo, em poder amar.

"[...] O amor cura,
mas não existe cura pra quem já amou
e eu agradeço." Amor, Amar? (p.22)
A poesia neste caso está a serviço de um bem maior, de algo nobre, de expressar um sentimento que muitas vezes se torna indescritível.
"quando o amor
já não cabe mais no peito
se transborda em poesia." (p. 8)

🌼A estrutura dos poemas da Marianne é irregular, ora estamos no centro da página, ora no fim, ora no começo, ora na esquerda ou direita e/ou em ambas, e isso faz com que tenhamos uma leitura mais dinámica e acelerada, e também alguns começam com letra minúscula, não tem pontuação. A escritora brinca com as palavras e muitas vezes o poema desenha o que fala.

🌞Enfim, gente, eu gostei do livro, só que não consegui amá-lo tanto como outros da editora, talvez  por não ser um livro profundo no quesito descritivo, gosto de poemas que me façam imergir nas páginas, nas palavras, que me façam buscar sentidos, e os da Marianne não tiveram esse efeito em mim, são poemas mais rasos, digamos assim, apesar do tema. Com isso, de modo algum quero dizer que não valha a pena a leitura ou que o livro seja ruim, pelo contrário, pra quem quer uma leitura rápida, Tempo do Tempo é recomendadíssimo, além de que temos de levar em conta que pra cada leitor a experiência é diferente, né? A edição está lindaaaa, como todas da editora, eu recebi o e-book, então não posso dar mais detalhes, mas sei que os livros da Penalux são de ótima qualidade.


Conheçam mais da editora nas seguintes redes sociais:


Classificação:
🕮🕮🕮🕮
Atora: Marianne Galvão
Ano: 2016
Editora: Penalux (Lampejos)
Páginas: 110
Compra: AQUI!

13/02/2018

♫ Resenha | Cantigas de Ninar Dragões- Rogério Bernardes 🐲


 ♫ Oi, pessoinhas lindas! Estou feliz, faço essa resenha extremamente feliz, isso por tantas coisas boas acontecendo na minha vida, aí pensei "hoje é o dia de resenhar esse livro".

🐲 O livro foi concedido pela editora e parceira do blog, a Penalux, uma das minhas preferidas, são muito lindos em tudo, nas edições dos livros, no trato com o parceiro, enfim.

♫ Cantigas de Ninar Dragões abre seu leque de 80 poemas com "Doce de leite", um poema que mostra a dureza que é crescer, mas que ao fim se pode saborear ser criança se se guardar os sonhos, aqueles sonhos que só uma criança ousa sonhar. E nesse livro Rogério (re)planta seu pé de poesia, desenterra seu pote de doce de leite e nos presenteia com essa árvore de sonhos que vemos crescer, revigorar-se e dar flores e frutos.


MUDEZ
Um dia foi grito
Hoje é só balbucio
E ainda será mudez
Amanhã será poesia
Hoje é só uma folha escrita
Otem, pura insensatez. (p.104)
🐲Com versos livres, o poeta fala de uma diversidade de temas e entre os mais destacados, a infância seguida pela velhice. Rogério sempre está contrastanto esses dois lados de uma mesma moeda.

♫ Sua poesia expressa sentimentos e sensações mas, sobretudo, fala de si mesma, de sua formação, enquanto se forma e define o estilo do poeta, que prefere versos desregrados.

"[...] Criei a minha própria estética
soprei ao vento palavra exótica
-Desmétrica-"

🐲 Podemos perceber em Cantigas de Ninar Dragões poemas intensos, vívidos, que revelam um eu lírico que pulsa, pulsa na vida e desemboca na poesia, que a sua vez não consegue mostrar a imensidão dos sentimentos do poeta, que não consegue compor, moldar, a imagem ou o sonho que está dentro dele.

♫ O livro traz à tona poemas que humanizam objetos e que falam de algo, mas no fim revela alguém. Dá para ver algumas referências também, como no poema "Pedro e o Poeta", que poderíamos interpretar "Pedro" como a rocha que o poeta usa para edificar sua poesia, pedras não são um empeçilho, mas uma oportunidade de construção; essa parte evidencia uma referência bíblica quando Jesus diz a Pedro que "sobre esta pedra edificaria sua igreja" (Mateus 16.18- há várias interpretações a respeito deste versículo).


🐲Enfim, Cantigas de Ninar Dragões é esse fogo que queima o poeta, que está preso em sua garganta e só é aliviado quando consome o papel com sua intensidade e ardor. As poesias postas para fora, liberadas, são cantigas que acalmam essa chama constante. É interessante perceber que até o título está mostrando esses dois lados, pois quando pensamos em cantigas de ninar pensamos em crianças e em inocência, ao tempo que dragões são animais selvagens, que queimam e machucam.


♫ Rogério com sua sensibilidade de ver e sentir o mundo, nos toca com suas ardentes palavras e se despede com o poema "Epílogo" no qual livro e autor se confundem, nos fazendo perceber que a poesia de Rogério (e em geral, acredito) é muito mais que palavras ou sentimentos, é uma parte íntima do autor revelada a nós, uma alma que se desnuda e se mostra do que é feita: poesia.

Sobre essa edição: está lindíssima, as folhas são amareladas e o livro está cheio de ilustrações. Amei, assim como as outras edições da editora.

Classificação:
🕮🕮🕮🕮🕮
Autor: Rogério Bernardes
Editora: Penalux
Ano: 2017
Páginas: 180

29/09/2017

Resenha | Sobre as Sombras da Noite - Júnior Fernandes


Olá, pessoas! Como estão? Espero que muito bem.
Vim hoje apresentar e resenhar pra vocês um livro maravilhoso, o Sobre as Sombras da Noite, do autor Júnior Fernandes. Eu já resenhei um livro dele, o Trevas, Trovões e Trovas, enviado pela Editora Penalux, o Fernandes gostou da resenha e me convidou pra ler seu segundo livro e eu fiquei muitooo feliz, porque havia amado muito o primeiro. Júnior, muito obrigada pela confiança, foi um prazer enorme ler seu livro, seus poemas me tocaram muito. ^_^


A poesia de Fernandes está revestida de uma solidão e ao mesmo tempo de uma busca para superá-la. Temos poemas filosóficos e religiosos que buscam um sentido na e para a existência humana. Ao tempo que falam do existencialismo cristão, a poesia se revela, se desnuda e se expõe ao leitor e aparece não como pronta, mas em uma constante construção.


O homem que ela apresenta está marcado pelos pecados, assim como a poesia pelas imperfeições, o homem busca em Deus um recomeço, um conserto, assim como a poesia busca no poeta e/ou o poeta, na poesia. Tudo isso moldado nas sombras da noite, uma noite densa e insegura, marcada pelo sofrimento do homem que cambaleia em busca de direção (salvação) e a poesia, em busca de revelar-se. O homem vagueia na noite sem lua de sua alma e a poesia, nas pontas dos dedos (in)certos do poeta.


Fernandes oferece seus poemas como uma oferta agradável e, como fez aquela mulher que lavou os pés de Jesus com suas lágrimas e os untou com perfume, Júnior oferece sua poesia como unguento para as almas cansadas e desoladas.

"Sobre as sombras da noite" é um opúsculo que tem influências e que se inspira em autores renomados, como Kierkeggard, Poe e, principalmente, nas Sagradas Escrituras, que é, como deixa claro o autor, o livro de maior influência em seus textos. Fernandes tem uma escrita certeira e cheia de metáforas, é preciso tempo para digeri-la, não é uma linguagem rebuscada a ponto de tornar seus poemas densos, mas para compreendê-los melhor, para contemplá-los melhor, é necessário estar com a alma disposta a recebê-los. Mais uma vez, amei ler uma obra do Júnior, acho que ele tem um talento incrível e o admiro muito pela forma como compõe seus textos, dá pra sentir o quanto ele lê, o quanto ele estuda e é inspirado. Consegui amar esse livro ainda mais que o primeiro, pra mim os poemas do autor estão muito mais maduros aqui, eles conseguiram chegar à alma, e isso mostra que estão formados pela mesma essência e como resultado temos uma alma tocando a outra através de sua escrita, e isso é muito lindo, vocês precisam ler este livro!

As folhas, acho que dá pra perceber, são amareladas e a fonte confortável aos olhos. Abaixo deixo mais sobre o Júnior Fernandes.


Classificação:
🕮🕮🕮🕮🕮
Autor: Júnior Fernandes
Edição Independente
Ano: 2016
Páginas: 80
Compra: AQUI

SOBRE O JÚNIOR FERNANDES
Imagem retirada da internet.
Graduado e pós-graduado em Filosofia. Advogado. Pedagogo. Professor de filosofia na rede de ensino público do DF. Autor dos livros "O sofrimento dos filósofos", "Trevas, Trovões e Trovas: escritos de uma noite escura" e "Relicário do Sagrado: tesouros da Bíblia em meditações poéticas". 
Vocês podem encontrar mais sobre o autor no Facebook.
* As imagens do livro são autorais.
Bom, gente, é isso. Até uma próxima, se Deus quiser. 

27/02/2017

A árvore - Edinei Lisboa

Imagem do Pinterest.

Construí uma árvore de sonhos
Sobre um solo cheio de esperanças e ingenuidade
Era grande e frondosa em seu tamanho
Mas foi diminuindo com a idade


O solo já sofrera várias inundações de realidade
A árvore já não dá frutos com a mesma intensidade
Mas resiste em meio as tempestades
Não sem danos, consequências e infelicidades


Faço reparos, conserto planos
Às vezes refaço sonhos
Para adaptá-los ao tempo e a realidade


Continuo regando as raízes
Enxertando no solo doses de positividade
Para colher frutos mais felizes.
Comentário: Todos nós temos essa árvore desde o dia que percebemos nossa existência e a importância de nutrir sonhos. A princípio, como destaca o poeta, ela é grande e frondosa sob o solo de esperanças e ingenuidade, mas ao passar dos anos ela muda, assim como toda árvore que sofre as estações do ano. A infância é o período que nossa árvore está bem verdinha, mas à medida que crescemos vamos perdendo alguns sonhos, e nossa árvore, algumas folhas, a viscosidade, e do terreno ingênuo passa a habitar um terreno real. E essa é a fase da perda da inocência, quando passamos de criança a adulto. Às vezes ela parece estar secando, morrendo, mas é preciso que passe por essas fases para que aprendamos que com cuidado e dedicação uma árvore, por mais frágil que pareça, pode dar frutos, e frutos felizes.

Bom, gente, é isso. Achei o poema incrível, me parece que Edinei foi feliz em cada palavra empregada. Espero que vocês gostem!

Conheçam mais o autor, parceiro do blog, e seus escritos acessando suas redes sociais:
*Todas as imagens foram retiradas da internet. Se alguma delas for sua, me avise para que eu coloque os devidos créditos.
Um abraço e até a próxima! 🎔
Por Mirelle Almeida

20/02/2017

Sede- Edinei Lisboa

Deixo pra vocês esse poema lindo do autor parceiro do blog Edinei Lisboa. Desfrutem!

Veneno. Imagem do Tumblr

Na busca incessante
Por um pouco de paz
Ficamos mais irritantes
Do que se não buscássemos mais

Na busca apressada
Por um amor de verdade
Perdemos amigos, pessoas amadas
Perdemos a noção da realidade

Com pressa, sem saber onde chegar
Procurando, sem saber o que achar
Não adianta tanta sede
Se é a própria sede a envenenar.


Conheçam mais o autor acessando suas redes sociais:

18/02/2017

Resenha | Trevas, Trovões e Trovas- Júnior Fernandes

Foto do meu amigo-irmão e colaborador/adiministrador Anderson Pereira.
Recebi esse livro em parceria com a linda e maravilhosa Editora Penalux (não tem como não amá-la, gente ). Já deveria ter postado a resenha, mas tem dias que estou sem inspiração, aí prefiro não escrever.

"Trevas, Trovões e Trovas" pode ser dividido em 3 partes: o acaso, a noite escura e a alvorada. Isso não está separado no livro, mas o leitor atento poderá perceber. Júnior Fernandes se inspirou em outros autores para construir esse livro maravilhoso, tais como Tagore, Edgar Allan Poe, Dante, entre outros. O autor também faz, ao final, uma lista chamada "Notas (des) necessárias" citando cada autor que teve influência na composição de seu livro.

A poesia de Fernandes é uma poesia sóbria, formal, filosófica e profunda, que faz-se ouvir no mais longínquo recôncavo do ser humano. São trovas cantadas através de trevas, mas que têm seu momento de iluminação quando despontam os trovões nesse céu escuro que nos é apresentado (e que pode muito bem ser nós). As trevas surgem na busca que fazemos para encontrarmos a luz, é nesse momento que visitamos a parte mais sombria e certos do nosso destino, a morte, ficamos amarrados a ele, como se estivéssemos num quarto sem porta, sendo sufocados por uma mão invisível.

"O exercício dos solitários", p. 24.
Buscamos e buscamos, mas sempre estamos diante do nada porque não conseguimos enxergar, só conseguimos olhar para nossa situação.

"Madrugada poética", p. 60
Os trovões são os momentos de claridade que experimenta o ser humano, são os momentos e os flashes de esperança, de uma flecha apontando um caminho em meio ao caos que somos nós. E tudo isso, trevas e trovões, é cantado em trovas, deslizando no interior de quem as escuta, como um peregrino que ouve a voz de um arauto que anuncia as boas novas.

"Celebração", p. 53

Através de versos livres, envoltos em um tom místico, que cantam o mais profundo do ser humano e que buscam uma resposta ou uma esperança, Júnior nos conduz por uma peregrinagem pessoal, uma busca de nós mesmos que desemboca em Deus. O homem se questiona, numa crise existencial, e nesse questionamento descobre que seu ponto de partida e de chegada está em Deus.

"Quando Cristo morreu", p. 37
A busca e os questionamentos que os poemas revelam ao mesmo tempo despem o fazer poético de Fernandes. À medida que nos conduz e nos direciona a um caminho, nos mostra seu interior. Um aspecto interessante é que podemos notar que os poemas dialogam com o que se propõem tratar. Há alguns poemas que se apresentam mais sombrios, como um poço sem fundo, como a busca constante no acaso; há outros que se mostram escuros, tais como a noite sem lua e estrelas e, ainda, outros aparecem como vaga-lumes em meio a escuridão, faíscas de esperança que brilham para indicar uma posição e para lembrar que por mais pequena que seja a luz ela consegue destacar-se no mais profundo breu, tal qual a alvorada que nasce após uma longa noite.

Eu, particularmente, gostei demais do livro. Ele tem uma diagramação linda, as folhas são amareladas e a letra confortável aos olhos. Fiquei maravilhada com o trabalho do Júnior e com o carinho que a Penalux tem com os livros que publica. Recomendo o livro! Se deixem conduzir por "Trevas, Trovões e Trovas" e não só naveguem pelos poemas de Júnior Fernandes, vivam eles e se descubram através deles.

Um abração!
Por Mirelle Almeida
Onde comprar o livro? AQUI.
Classificação:
Editora: Penalux (Selo Candeeiro)
Autor: Júnior Fernandes
Ano: 2015
Páginas: 82

Conheçam mais a editora e suas obras acessando os ícones abaixo:

29/01/2017

A busca


Olá, people! Quero deixar um poema pra vocês do autor parceiro do blog e escritor do livro Poesia, Prosa e Canção, o Edinei Lisboa. Espero que, assim como eu, vocês gostem do poema. 💗 Sintam as palavras e apreciem cada uma e todas elas.





Quando eu estava perdido
Eu me procurava escondido
No escuro de mim.
Quando me achava ferido
Pensava estar partindo,
Mas era só mais um fim
Para que eu pudesse continuar seguindo.

Já me procurei no espelho
Na cor do dinheiro
Num copo cheio, na beira do rio
No pé do freio, no céu de anil
Na beira da estrada, no escuro e no frio.

Já me encontrei aos pedaços
E quando tento juntar os cacos
Sempre me sobram espaços vazios.

Não sou eu por inteiro
Também sou produto do meio
Sou um pouco de quem ficou e quem já veio
De quem marcou, feriu, passou e partiu.

Ainda procuro a mim mesmo
Nos olhos dos que amo
Na dor, no amor e no engano.
Ainda me encontro a esmo
Ao mar, ao vento, ao dano.

Se a busca não me destrói,
Construo um pouco mais de mim.
Sigo vivo,
Vivo a vida até o fim.



Autor: Edinei L. da Silva / Argonauta021
Imagem: Google

Quem nunca se buscou e se encontrou em tantas coisas e pessoas? Acho que é uma busca constante, sem fim, sem fundo, porque, assim como diz o eu lírico, somos produtos do meio, nosso perfume está espalhado em tudo que tocamos e sempre que percorrermos os caminhos por onde passamos, vamos voltar a nos encontrar, seja lá onde e em que/quem for.

Saibam mais sobre o autor acessando as redes sociais:

Um abração e um ótima semana, amigos! 💗💗💗

21/01/2017

Viração- Mário Quintana


Imagem retirada da internet,

Voa um par de andorinhas, fazendo verão.
E vem uma vontade de rasgar velhas cartas,
velhos poemas, velhas contas recebidas.
Vontade de mudar de camisa,
por fora e por dentro... vontade...
Para quê esse pudor de certas palavras?...
Vontade de amar, simplesmente.

Mario Quintana,
em "Sapato Florido", 1948.


Comentário: No poema, pode-se notar a vontade de mudança. Assim como as andorinhas, o eu lírico deseja mudar de "estação", deixar o velho para trás: "vontade de rasgar velhas cartas, velhos poemas, velhas contas recebidas. Vontade de mudar de camisa, por fora e por dentro..." e se vestir do novo, da mudança, e essa mudança, esse novo, se resume a "vontade de amar, simplesmente." Talvez, ao vir um par de andorinhas o que lembra um  casal, sendo livres, voando, o eu lírico almeja deixar pra trás seu velho amor, se desprender. E ao vê-las "fazendo verão", o que sugere uma mudança, uma passagem de uma fase a outra, ele quis também seguir em frente, se livrar do velho e se abrir para o novo, por isso a expressão "[...] mudar de camisa, por fora e por dentro...", pois a camisa já está surrada e desgastada e velha, assim como as cartas, os poemas e as contas recebidas.
Imagem retirada da internet.

Percebemos no poema uma linguagem às vezes clara, às vezes, ambígua. O poema tem a estrutura de uma prosa, mas uma linguagem poética, metafórica, própria da poesia. No trecho "velhas cartas, velhos poemas, velhas contas recebidas.", notamos uma assonância, pois há uma repetição de som. E a repetição da palavra "vontade" indica uma aliteração. A expressão "Vontade de mudar de camisa" pode ser vista de forma ambígua, pois em uma leitura denotativa podemos interpretar como uma simples troca de roupa, mas de uma perspectiva conotativa, podemos interpretar como uma mudança de etapa, talvez. Quando analisamos o trecho  completo "Vontade de mudar de camisa, por fora e por dentro..." temos um estranhamento, porque quem muda de camisa por dentro? Então, é uma linguagem própria que só a literatura permite.

Bem, gente, essa foi minha interpretação, como sempre faço questão de destacar. Qualquer outro leitor pode ver algo diferente de mim. Sabemos que cada pessoa tem um ponto de vista individual, subjetivo. Essa análise fiz pra uma prova de Teoria da Literatura 2. Espero que tenham gostado do poema. ^^

Um abração, amigos leitores! Até a próxima postagem! 💗

19/01/2017

No umbigo do vento- Bianca Velloso

De onde nasce a poesia? Para cada poeta uma resposta. A poesia de Bianca Velloso parece brotar da sua capacidade de fazer ruir muros. Poeta das marés, canta a potência que mora no interior e que, com isso, possibilita uma relação com a palavra marcada pelo renascer. Lascívia, desliza felina, por entre as métricas, supostos enquadres, tentativas de definição. No Umbigo do vento desnuda a poesia e a poeta. Letra por letra, palavra por palavra, verso por verso despetala o encontro da poeta consigo mesma. Ateia o fogo nos véus. Cava do cotidiano saídas. Abre as veias do mundo e as coloca a jorrar. Bianca- que é doutora dos olhares e sabe sobre retinas e a incidência da luz- faz um prisma humano. Através dos poemas nos deparamos- um susto atrás do outro!- com o estranhamento, o horror, a impetuosidade, o humor e uma infindável e tocante ternura. Uma leitura que leva ao mergulho e coloca o leitor arfante ao voltar à superfície. De onde nasce a poesia? A de Bianca, do umbigo do vento.
Mariana Queiroz


O livro começa com um poema titulado “Todo cuidado é pouco”. É um aviso versificado do que está por vir, do que pode provocar e despertar a poesia de Bianca. Para uns, pode ser “espelho d’água”, para outros, “buraco negro” e, ainda para outros, “mar bravio”, ou simplesmente tudo de uma vez, porque a poesia de Velloso é o “olhar de uma fêmea no cio”. 

É a visão de uma mulher/poeta que está no umbigo do vento, no centro, sendo levada por caminhos e olhares inconstantes, ora mulher, com uma visão mais superficial das coisas, ora poeta, com um olhar escaneador, vendo poesia no simples, tudo isso conduzida nas asas de um vento que pode muito bem ser a própria poesia.

E assim como esse vento inconstante e incerto que a faz experimentar os mais diversos sentimentos, a poesia de versos e rimas livres de Bianca também se apresenta de forma inconstante, infinita, sem fundo, cantando dores e amores, tristezas e alegrias e a si mesma, construindo diante dos olhos do leitor uma imagem crua do fazer poético.

É uma imagem da mulher/poeta sendo, uma imagem da poesia se fazendo, se expondo, sem certezas, apenas melodiando os sentimentos que habitam uma alma prenhe.

“Vivemos sim
na mesma pessoa
mas eu não sou a poeta
e a poeta não é eu
às vezes
eu empresto a ela
minha dor
outras vezes
 é ela quem me empresta
sua voz”
(p. 17, “Siamesas”, em No umbigo do vento).

Esse é o tipo de livro que você tem que se despir para lê-lo, porque ele é mais sentir que interpretar. Os poemas estão cheios de vida revelando a realidade das pessoas com uma pincelada poética magistral. Muitos estão desprovidos de pontuação, assim como este acima. Em algumas vezes estão desalinhados, em outras, estão mais abaixo ou acima na página e essa "imperfeição" me apaixona poque o livro revela uma poesia que se presta à vida para descrevê-la como ela é. E assim, poesia é vida e vida é poesia.

"A dor de se saber ser"
em No Umbigo do Vento, de Bianca Velloso

Sendo uma leitura de apenas algumas horas, o livro está cheio de ilustrações feitas pela artista plástica espanhola Diana Román. Ele tem folhas amareladas e letras confortáveis aos olhos. Estou totalmente apaixonada por “No umbigo do vento” e pela autora. E outra coisa, essa edição ficou supeeeer, hipeeer, megaaa linda! A editora está de parabéns, me apaixonei ainda mais pela Penalux. Acho que nem preciso dizer o quanto recomendo a leitura, né?! Hahaha <3 Apreciem e disfrutem!



Classificação:
Editora: Penalux (selo Lampejos) 
Autora: Bianca Velloso
Ano: 2015
Páginas: 88



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Um abração e até a próxima postagem! 💗
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