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Mostrando postagens com marcador Conto; Terror; Suspense. Mostrar todas as postagens
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08/08/2018

💀 Indicação | 4 contos nacionais pra te deixar de cabelo assanhado 💀


Olá, pessoas! Como estão? Vim lhes trazer uma indicação, principalmente para quem curte terror e horror. São todos contos nacionais, alguns disponíveis na Amazon (A Luz da Cegueira; O Corvo do Inverno).



💀 (RESENHA) Esse conto li recentemente. Conheci o autor pelo instagram e comecei a admirar o trabalho dele. Esse conto é do tipo que traz à tona o medo do leitor enquanto ele lê. É um terror mais psicológico. Neste conto você vai ter um bosque, um menino de 15 anos, uma lenda tenebrosa e um final surpreendente.



💀 (RESENHA) Nessa edição da Revistinha Pulp se encontra um conto maravilhoso do Fábio. Sempre acho os contos dele bem completos. O medo da maioria dos leitores que leem contos é justamente esse, que o texto dê a impressão de que faltou algo, mas lhes digo que nos contos do Fábio eu não sinto isso. Eles têm um bom início, um bom desenvolvimento e um final, tipo 😮 Em O Último Lobisomem de Whitestone vocês vão encontrar uma família aparentemente bem estabelecida, uma viagem de férias e segredos de descendência. Nem tudo é o que parece ser. Cuidado! 



💀 Confesso que esse conto me surpreendeu, apesar de eu ter imaginado o que aconteceria. O Len tem uma escrita maravilhosa, construiu uma história com um flop no final. Aqui nos deparamos com personagens mirins, isso mesmo, são crianças que presenciam um ataque de corvos. E quando a gente pensa que o autor já entregou toda a história, ele nos guarda uma surpresa final. Eu não resenhei esse, acabo fazendo isso com frequência. Leio muito, mas muita coisa não resenho. Em breve vou ler o Não Esqueça de Gritar Quando Vir o Bicho-Papão, que está na primeira edição da Revistinha Pulp, e trago a resenha.




💀 (RESENHA) Soraya foi uma grata surpresa pra mim. A conheci pelo instagram também e pedi pra ela um livro chamado A Vila dos Pecados (quero ler esse mês ou mês que vem, no mais tardar) e ela me mandou esse conto e um outro livro também. Nossa, é uma história bem construída com um personagem com dívidas do passado. E o passado sempre cobra seu preço. Marcondes, um chaveiro, (ainda lembro o nome <3) foi chamado no meio da madrugada pra abrir um carro numa estrada deserta. Imaginem o que acontece a partir desse momento.

Me digam o que acharam das indicações. Conhecem algum dos autores ou dos contos citados? Um abração e até a próxima, se Deus quiser.

13/07/2018

Resenha | A Luz da Cegueira- Patrick Correa

Hey, people, como estão? Hoje, aproveitando o momento terror sexta-feira 13, resolvi trazer a resenha de uma leitura que fiz faz um tempinho. É um conto maravilhoso do Patrick Correa.
Sinopse: Em seus relatos mentais sobre uma noite sem fim no interior do obscuro bosque, Thomas Boyer cruza não somente o túmulo dos mortos, mas também os limites de seus próprios medos, vendo a si mesmo no interior de um pesadelo vívido, enquanto tentava buscar ajuda para sua mãe que tem a vida drenada por uma terrível doença. Partindo de si mesmo, o garoto emerge de seu próprio abismo, enfrentando o horror das lendas sobre as crianças que tiveram os olhos arrancados, trazendo para a superfície a luz da cegueira, na luminosidade opaca de uma vela no interior de uma garrafa, iluminando os medos mais profundos, onde a inocência sangra em densa escuridão abismal.

Thomas Boyer tem 15 anos e mora com a mãe debilitada em um povoado medieval francês. Os homens estão numa guerra que parece sem fim, deixando as mulheres e as crianças à própria sorte.

Por necessidade, o menino tem que atravessar o bosque, conhecido como túmulo das almas, para buscar remédio na casa da avó para a mãe moribunda. Só que há um problema, rezam as lendas que pela noite crianças que foram massacradas e que tiveram seus olhos arrancados assombram quem quer que passe e reclamam seus olhos perdidos.

Pensando nisso, o menino se apressa e chega na casa da vó. Depois de comer da torta da senhora, ele acaba cochilando e quando repara, já está escurecendo e, entre o dilema de ficar em segurança ou voltar à mãe que tanto precisava dos remédios, o menino decide se apressar pra casa.

Thomas rezou em pensamento, rogando que as lendas fossem apenas invenções, mas em seu coração havia o toque frio de um medo que se agigantava a cada passo que quebrava o silêncio no tinido de galhos secos estalando pelo chão. 

E é aí que a tormenta começa. Ele encontra uma menina que se diz perdida e quando pensa que está saindo do bosque, ele volta outra vez, e outra vez e outra vez. O menino começa a ver coisas que o assustam e com medo e em pranto ele clama por socorro.

Num movimento circular, angustiante e sufocante, Patrick mexe com os sentimentos do leitor, com sua sanidade, o prende em seu próprio medo, e quando pensamos que encontramos a saída, descobrimos que estamos dentro do bosque de novo junto com o personagem.

E ao acharmos que o autor já entregou toda a história, uma revelação nos choca no final. É um conto que oferece uma visão vinda de dentro pra fora, de dentro do menino, de sua mente, de seu medo, pra fora dele, pro exterior, pra um lugar mais concreto. E só quando saímos, quando nossa visão é ampliada, entendemos o que está acontecendo com Thomas.

A escrita de Patrick é cativante e poética, daquelas que nos atinge, que nos toca e que nos envolve. Cada página lida é um pedido por mais.

De verdade, foi um conto maravilhoso, surpreendente e que indico pra todos. Vocês podem conhecer mais do autor e de seus textos AQUI.

Classificação:
🕮🕮🕮🕮🕮💗
Autor: Patrick Correa
Ano: 2018
Disponível na AMAZON.

19/01/2018

Resenha | Sob os olhos do delírio- Fábio de Andrade

Vocês já sentiram dificuldade pra fazer uma resenha? Porque vou dizer uma coisa pra vocês, essa me custou, e não digo isso de uma maneira ruim, pelo contrário, tive que ficar dias remoendo as palavras lidas.Mas por fim, eis a tal.

Sob os olhos do delírio está divido em três contos:
➸ O horrível fim de José de Alencar (que não é o autor, nem se iludam, kkk)
➸ Em casa
➸ Obmen-01

~~~~~~~~~~~~~~😰~~~~~~~~~~~~~~

O primeiro conto começa com o senhor Alencar escrevendo uma carta na qual conta os fatos horrendos que ele viveu nos últimos dias.

"Eu era um quase velho normal, até chegar em frente a sentinela da rua Moscoso, a recém abandonada casa 89."

José de Alencar tem 70 anos e, em uma caminhada que resolve dar certa manhã, acaba sendo atraído por uma casa abandonada. Por causa de uma chuva, ele decide entrar, mas é a curiosidade que fala mais alto do que a necessidade (e nesses momentos a gente grita pros personagens saírem, né? Mas eles são teimosos, assim como nós que não desgrudamos os olhos das páginas, mesmo sob o conselho do narrador dizendo pra não continuarmos. Achei isso massa).

Ao abrir a porta da casa abandonada, José de Alencar abre a porta do horror. O negócio já tava se mostrando ruim desde o exterior, começando pela aldrava de bronze com um cachorro alado (negócio bizarro, zulive, meu povo) e a cor da casa: vermelha. Eu sabia que ia dar treta, mas Alencar não me escutou.

Enfim, dentro da casa acontece o maior espetáculo de horror e quando pensamos que era tudo alucinação do velho, Fábio joga uma batata quente em cima de nós, e descobrimos que o velho realmente tinha razão em ficar tão alucinado. Eu fiquei: o queeee?

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Em "Em Casa", vamos acompanhar a história de Alfredo, um senhor de 60 anos e que é casado com Lúcia. 

"Não seja tolo, Alfredo. Daqui a pouco já estaremos em casa."

Acompanhamos a agonia do persongem para visitar sua esposa, sentimos seus sentimentos de saudade, o seu amor, e sua corrida para chegar à sua senhora, e é nesse ponto que está o impacto do conto, quando fazemos uma grande descoberta. 😱

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"Foi então que percebi que a loucura e a paixão são duas irmãs egocêntricas."

O último conto é mais voltado pra ficção científica. Nikolai trabalha como enfermeiro em um hospício russo, Muskov, mas ele começa a nos narrar sua história preso em uma cela do Muskov, na qual está armando um plano, com ajuda de Dimitri, um paciente, para salvar sua amada Nadezkha. Ela entrou no hospício quando ainda ele era enfermeiro e Nikolai acabou se encantando pela jovem. Mas certo dia descobriu que o governo queria recrutar pacientes para experimentos com relação a personalidades, tendo controle delas através de comprimidos, e Nadezkha estava nessa lista, então para salvá-la ele teria que entrar também. Enfim, é um conto bem doido e no final você se pergunta: quem é o mais pirado, Nikolai, Nadezkha, eu ou o escritor? haha.

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Os contos estão bem escritos e o Fábio consegue nos prender. Fiquei agoniada com o primeiro conto, queria logo saber o que Alencar tinha pra revelar, mas quando ele o fez, não sabia o que pensar. Uma característica que me pareceu interessante foi a questão do narrador, todos em 1ª pessoa, dialogar com o leitor. Ele nos aconselha e parece conversar conosco, e isso nos aproxima e nos faz mergulhar na história. Ele atrai nossa atenção e no final nos joga uma bomba.

Fábio consegue mexer com nossas emoções, explorar nosso medo, faz com que nos sintamos na pele do personagem e implorar por socorro. Ele brinca com nossa sanidade, em certos pontos tudo me parecia confuso, mas quem disse que a loucura, o medo, é linear? haha. Acho que o título faz juz aos contos, inclusive a disposição de palavras já nos mostra que o que vamos ler está longe de ser "reto", "perfeito", "certo".  Seus contos têm uma narrativa mais tranquila no início, se movimenta no meio e explode no final. É uma escrita que flui e nos faz agonizar. Confesso que, apesar de curtos, demorei dois dias pra ler os contos por conta da densidade das cenas, das informações. É o tipo de escrita, de hitórias, que exige um leitor ativo, que construa um significado que talvez não esteja ali, ou que enlouqueça tentando, haha. E se eu pudesse escolher um dos contos, escolheria o primeiro. Aquele final me abalou, haha, 😰 tive que reler, gente.

Bem, agora só me resta recomendar muitooo a obra e deixar que vocês tirem suas próprias conclusões. Quem é amante de terror, vai gostar com certeza.

Vocês podem conhecer mais sobre o autor e seus escritos acessando o INSTAGRAM e o BLOG, e até solicitar ao Fábio os contos. Ele é muito amor, gente.

Um abraçao e até mais, se Deus quiser. 💗

Classificação:
🕮🕮🕮🕮🕮
Autor: Fábio de Andrade
Ano: 2017
Páginas: 26

28/06/2017

Resenha | O Senhor do Vento - Gabriel Réquiem

Este conto é sobre uma personalidade que você conhece bem. 

De maneira que realidade e fantasia se mesclam e dialogam, conto-lhe esta história sobre um homem real que deu asas à sua imaginação. É quebrada a linha invisível que separa estes dois âmbitos, então, meu caro, talvez em alguns momentos você não distinga verdade de ficção, velejará nestes dois mundos sem sequer perceber e quando eu terminar de lhe narrar este fato, estará boquiaberto com as surpresas que tenho pra revelar. Tudo começa por causa de um baú. Puxe uma cadeira e vamos descobrir o que guarda essa caixa de memória.

Emília e Zezinho, depois de brincarem e se aventurarem na floresta, chegam imundos e sua avó Anastácia não gosta nada do estado lamentável que chegaram os dois. A menina está suja desde as meias listradas até os fios de cabelo amarelo. Zezinho nem se fala! 

O menino, nosso protagonista, um garoto curioso (e que bom, pois é através da curiosidade que nascem as histórias) encontra, certo dia, a porta que tanto lhe era proibida, aberta. Com medo de sua avó Anastácia ralhar-lhe por aquela desobediência, logo entra no aposento e trata de fechar a porta. Acende um lampião e começa a vasculhar o cômodo que cheira a mofo. 

Há uma tímida luz filtrada por um buraquinho no teto. Os pingos de poeira parecem dançar na luminosidade e ela aponta para um baú. E com sede de aventura, o menino abre aquela caixa velha e empoeirada, mal sabendo que está abrindo as portas de um mundo desconhecido. Encontra tantas coisas do seu tio-avô Sinésio Monteiro, considerado um herói da Guerra do Paraguai e condecorado pelo Duque de Caxias. Encontra, dentre tantas recordações do tio louco, um cachimbo mágico entalhado com detalhes de pica-paus amarelos. Abaixo do cachimbo havia um diário do tio e movido pela curiosidade o menino começa a lê-lo. 

***

Sinésio, um homem sofrido da Guerra, já havia presenciado muita coisa, mas o que aconteceu com o cabo Aurélio realmente lhe assustava. Num ímpeto de valentia e burrice, o soldado Alemão, atrai os monstros que fizeram aquilo com o cabo. Logo, uma chacina ocorre e, espantado de horror, o sábio soldado indígena, Cuca, os nomeia como Os Senhores do Vento. Depois de acabado o serviço, o que parece ser o chefe deles, decide que Sinésio deve viver para que conte a todos o que acontecera neste dia terrível e entrega a ele um objeto entalhado com pica-paus amarelos como prova de que aquilo tudo não fora um sonho. 

***

Depois de ler o diário, Zezinho teve pesadelos durante muito tempo. E como nossa memória é frágil e nossa imaginação, sensível, esquecemos e interpretamos as coisas de maneira diferente, por isso, aqueles Senhores do Vento, hoje são conhecidos por outro nome e depois de grande, graduado em Direito, Zezinho volta ao sítio para contar a sua versão dos fatos.


Classificação:
🕮🕮🕮🕮🕮

Autor: Gabriel Réquiem 
Editora: Draco
Ano: 2014
Páginas: 22

14/06/2017

Resenha | Madrugada Macabra - Soraya Abuchaim

SINOPSE
Este conto, sobre um certo homem chamado Marcondes, de 42 anos, será narrado de forma fria, objetiva e certeira, tão certeira como um tiro que atingirá o seu coração a fim de deixar-lhe de olhos esbugalhados e com a boca seca querendo mais (da história, claro). Seus sentimentos vão ser abalados, meu caro; de uma hora pra outra você vai passar do amor ao ódio através de uma narrativa balanceante tal como a onda de um mar indeciso. A tranquilidade, a princípio, está na superfície, mas lá no fundo os fatos se movem, as palavras se esgueiram pra dar-lhe um soco quando você menos esperar. Esta história terá seu momento de tensão, calma e explosão. Narro-lhe este conto como alguém que conhece Marcondes de uma forma profunda e que conhece sua vida passada, presente e futura.

Antes de eu começar, quero dar-lhe um conselho: não leia de madrugada. Conselho dado, acomode-se, pegue uma xícara de café, suco ou chá e me escute com atenção. Não recomendo que coma nada, porque se tiver o estômago fraco vai acabar vomitando.


Marcondes roncava num sono profundo quando seu telefone tocou às 2 da madrugada. Ele era um chaveiro que trabalhava 24 horas por dia, mas também era um grande curioso, já lhe adianto. Quando atende o telefone, um homem fala desesperado que trancou as chaves no carro e agora não sabe o que fazer. "Que idiota!", pensou o chaveiro, mas se levantou e foi ajudá-lo, afinal, esse era o seu trabalho.


Chegando ao local, o medo começa a querer visitá-lo, pois a cena que ele vê o assusta um pouco, e ainda mais quando o homem sorri pra ele. Passado esse momento inicial de terror, ele começa seu trabalho e enquanto tenta abrir a porta do carro percebe um brilho diferente dentro dele. Uma faca! (Seu coração deve estar aos pulos agora, e essa é a minha intenção). 

"A faca não estava exatamente à vista, mas passara por uma tentativa de ser escondida sob um maço de papéis, que provavelmente se deslocou, deixando a lâmina aparente. Os papéis estavam manchados com alguma coisa, e Marcondes preferiu não pensar no que aquilo poderia ser."
Respira fundo e continuemos. Marcondes terminou seu trabalho, o homem lhe pagou e foi embora. Mas, mesmo com medo, o coração palpitante e o suor escorrendo pelo rosto, a curiosidade falou mais alto (Ah, Marcondes, porque você tem que ser tão curioso?!) e ele começou  a seguir o homem. E muito tempo depois, após seguir por uma estrada deserta, o homem para na frente de uma casa iluminada por uma luzinha amarela e uma mulher o recebe. Marcondes se esgueira e chega perto da casa pra tentar descobrir algo. De repente começa a chover e o breu é quase total e o cenário, meu caro leitor, é macabro e assustador. Com lágrimas de medo nos olhos, ele decide voltar pro carro e pra sua vidinha pacata, mas adivinhe? 

Não conto mais! (😂) Só digo uma coisa, Marcondes tem um passado feio e passados assim costumam cobrar seu preço.

Mais uma vez, tomado de uma ironia que não lhe era comum, ele pensou que as pessoas realmente só percebiam o que haviam perdido quando chegavam à conclusão que tudo lhes seria tirado.

Classificação:
🕮🕮🕮🕮🕮
Editora: Independente
Ano: 2017
Páginas: 31
Compra: AQUI!


Gente, como mencionei em uma resenha anterior, adotei uma nova maneira de escrever minhas resenhas, cuidando pra que os aspectos relacionados à escrita do autor fosse deixado à mostra. Adotei para esta um narrador em 3ª pessoa, que é como o conto foi escrito. Enfim, me apaixonei pela forma como a Soraya escreve. Amo quando o autor brinca com nossas emoções. Recomendo demais o conto! Soraya, obrigada por disponibilizá-lo!! 
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