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19/03/2018

Projeto | Abrace um escritor nacional | Entrevista- F√°bio de Andrade #Post1


ūüĎĽ(Buuu!!!)
Oiiiii, gente, como prometido vim trazer uma entrevista bem bacana que fiz com o F√°bio de Andrade. Desde j√°, aproveito pra agradecer muito a ele pela oportunidade de conhecermos mais um pouquinho sobre ele e sobre seu universo. Muito obrigadaaaaa. O F√°bio, esse mo√ßo bem-apessoado a√≠ da foto, escreve mais terror e horror, ent√£o quem √© apaixonado por esses g√™neros vai amar demais sua antologia de contos "Sob os olhos do del√≠rio". Leiam e venham surtar comigo (e com o F√°bio, que ama conversar  ). Pra conferir a resenha, √© s√≥ clicar AQUI


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1- Conte-nos um pouquinho sobre você, quem é o Fábio, o que faz, hobbies, enfim...
ūüó®  Bem, sou um cara normal de Ananindeua que est√° tentando n√£o morrer nos pr√≥ximos 30 anos, at√© agora venho conseguindo isso com um certo √™xito. N√£o tive uma inf√Ęncia marcada por acontecimentos macabros, ou alguma morte que tenha me traumatizado, por√©m, quando tinha por volta de 16-17 anos, meu melhor amigo se suicidou, n√£o que isso tenha interferido de alguma forma na minha escrita, n√£o! At√© porque sei que ele t√° bem melhor que eu agora, mas se for colocar isso como acontecimentos marcantes de um per√≠odo da minha vida, esse seria o primeiro. De resto, foi tudo “normal”. J√° tive uma por√ß√£o de hobbies, sendo que a maior parte deles foram fliperamas e todos os jogos de luta que ganhei e perdi fichas por a√≠, e hoje a leitura e escrita dominam com facilidade um bom peda√ßo de mim. Sou estudante de engenharia el√©trica que escreve sobre casas mal-assombradas por bonecas que fedem.


2- F√°bio, quem lhe conhece sabe que voc√™ escreve mais terror e horror. Ent√£o, de onde veio essa inspira√ß√£o? Voc√™ se aventurou no g√™nero propositalmente ou simplesmente fluiu? 
ūüó®  Eu fui uma crian√ßa muito medrosa, tudo gra√ßas √† duas coisas: O exorcista e Resident Evil. Esse medo ficou l√° no canto dele fazendo com que eu demorasse mais do que o normal para dormir. As coisas pioraram quando descobri um v√≠deo no YouTube e aqui vai um aviso: nunca procurem por “Obedece a la morsa”, foi desde ent√£o que as coisas pioraram. O tempo passou, comecei a dormir por mais tempo, mas alguns medos continuaram, contudo agora eram mais toler√°veis. Eis que a literatura ganha um espa√ßo muito grande na minha vida, e leio pela primeira vez Psicose do Robert Bloch e ap√≥s saborear a palavra Fim, eu fechei os olhos rindo e pensando: “Cara, eu consigo fazer isso”, n√£o desmerecendo o trabalho ou tentando me equiparar ao Bloch – at√© porque seria algo imposs√≠vel -, mas disse no sentido de n√£o precisar ser um semi-deus para contar uma boa hist√≥ria. Desde ent√£o o terror se tornou um tobog√£, passando por Poe, Lovecraft, Machado de Assis, King, Radcliff, e misturado com todos os medos do passado, resultou no que escrevo hoje.


3- Quais os autores que mais t√™m influ√™ncia na sua escrita? 
ūüó® O texto quando fica pronto √© o que restou de v√°rios e v√°rios processos de escrita e reescrita. Eu gosto de absorver um pouco de cada autor que admiro e tento aplicar um pouco do que aprendi no que escrevo. De todos que s√£o importantes para mim, devo ressaltar alguns, como Dan Brown, pela sua agilidade e intelig√™ncia narrativa, o cara √© incr√≠vel e a estrutura dos livros dele √© mais ainda. J√ī Soares e Alu√≠sio de Azevedo pelas √≥timas sacadas em trazer cr√≠ticas de forma muito humorada. Edgar Allan Poe e H.P Lovecraft pelas suas capacidades √ļnicas de representar o medo de diversas formas poss√≠veis, fazendo com que o leitor sinta medo e culpa de ler seus textos. Orwell e Attwood por me fazer acreditar que uma trag√©dia tem a maior carga de aprendizado nessa vida.


4- Como acontece o seu processo de produ√ß√£o, ou melhor, de onde voc√™ tira os elementos para seus textos? 
ūüó® Depende um pouco do destino final dele. Se √© algo que tenha um tema j√° espec√≠fico, eu gosto de trazer elementos conhecidos de formas e percep√ß√Ķes diferentes, por√©m quando √© um texto criado desde o in√≠cio, n√£o tendo limite em nenhum aspecto, eu come√ßo com o argumento da obra e me fa√ßo algumas perguntas como: “o que eu pretendo passar com ela? Qual a mensagem que eu quero que entendam no final do texto? ”, mas h√° casos onde n√£o tem mensagem alguma ou fica apenas subentendida. Depois parto para o tema, cen√°rio e enredo, tendo essas quatro coisas j√° definidas, come√ßo as pesquisas sobre os assuntos. Gosto de escrever a respeito de coisas que n√£o tenho muito conhecimento, isso me for√ßa a temer mais o novo caminho que vou trilando, aprendendo algo novo todos os dias, estimulando a criatividade fazendo com que isso acarrete positivamente na escrita. Durante a pesquisa eu j√° penso na estrutura da hist√≥ria, encaixando os modelos que j√° conhe√ßo ou experimentando coisas novas que surgem na hora. Quando j√° tenho tudo isso pronto, inicio a escrita. Isso √© para algo maior como romances e novelas, mas quando escrevo contos, na maioria das vezes gosto de escrever sem parar, sem saber para onde vou, apenas com o tema central e o tempo me ajudando.


5- Imagino que assim como muitos, ou todos, escritores voc√™ j√° tenha passado por momentos de bloqueio. O que voc√™ faz quando isso acontece? 
ūüó® Meu maior bloqueio foi quando estava escrevendo Lia-303, foi horr√≠vel. Semanas e semanas escrevendo 20 linhas no m√°ximo. Eu sei que isso ocorreu devido a minha experimenta√ß√£o de estrutura, n√£o que eu tenha errado, mas descobri um jeito de como n√£o fazer o certo. Durante esse per√≠odo de bloqueio, eu parei de escrever e fui consumir coisas que tinha a ver com o tema do livro (livros, filmes, s√©ries e etc.), enfim surgiu fagulhas que encontraram o carv√£o do terror e incendiaram o texto at√© o final do livro. J√° hoje, tenho um rem√©dio muito bom – para mim - contra o bloqueio criativo: estrutura.


6- Acredito que para quem escreve todo apoio √© necess√°rio, seja de onde for. Quais as pessoas que mais lhe incentiva a escrever? 
ūüó® Seria de um egocentrismo enorme – e essa n√£o √© a inten√ß√£o – se eu falasse que meu maior incentivador sou eu mesmo pelo √ļnico motivo de me sentir muito incomodado por n√£o conseguir chegar ao ponto que almejei, por√©m, existem pessoas que sem elas, esse ponto nunca existiria de forma alguma. A primeira √© a Tha√≠s, minha namorada, e por ela n√£o ter um contato mais profundo – ou obcecado como eu - com literatura, as cr√≠ticas dela s√£o as mais importantes poss√≠veis (nesse momento de escrita), pelo simples fato de caso eu fa√ßa ela gostar do que escrevo, j√° √© meio caminho andando. Isso √© um ensinamento no qual King passa em seu livro Sobre a Escrita quando fala sobre leitores ideais. N√£o posso esquecer de alguns amigos que sempre est√£o do meu lado em qualquer coisa que me dedico a fazer, seria imposs√≠vel n√£o falar do Marlon Maia, que √© o cara mais criativo que conhe√ßo, Yuri “Lander” Victor, que me acompanha em qualquer “aventura”; Lenmarck Andrade, um grande amigo e escritor que, apesar do pouco tempo de amizade, encontrei nele um irm√£o – nosso sobrenome n√£o tem nada a ver com isso - que vou levar para o resto da vida e n√£o podia esquecer de pessoas como voc√™ Mi, que foram t√£o simp√°ticas e me abra√ßaram de uma forma t√£o carinhosa em ceder um espa√ßo pra ler meu livro. Tive o prazer de ler palavras t√£o positivas a respeito de Sob os olhos do del√≠rio, e esse √© um tipo de incentivo que me faz escrever todos os dias.


7- Nos conta um pouco sobre como √© ser escritor no Brasil. Quais as dificuldades que voc√™ j√° enfrentou, como √© o mercado editorial... 
ūüó® Esse √© um assunto um pouco controverso, porque antes de qualquer coisa voc√™ precisa lembrar que existem dois pontos de vistas na jogada: do escritor e da editora, essa √ļltima como uma empresa que visa lucro e como consequ√™ncia desse lucro fornece literatura. Vivemos em um pa√≠s onde 66% da popula√ß√£o n√£o l√™ e 70% nunca comprou um livro, ent√£o uma editora antes de tudo √© uma guerreira no meio dessa guerra de p√°ginas e devido esse campo de batalha ser t√£o disputado, alguns caminhos at√© ter seu livro publicado acaba sendo bem estreitos. O mercado em si √© fechado por natureza, pessoas com contatos tem suas facilidades aumentadas – e n√£o vejo problema algum nisso – e quem n√£o faz parte desse primeiro grupo precisa se encaixar em um certo “padr√£o” para ser notado, al√©m de ter um √≥timo livro, √© claro. A maior dificuldade nisso √© se encaixar nesse modelo de escritor, antes voc√™ ficava famoso ao ser publicado, hoje voc√™ precisa ser famoso para ser publicado. Essa √© uma m√°xima que n√£o resume, em si, o mercado editorial brasileiro, mas nela existe um fator muito verdadeiro disso tudo, voc√™ precisa ser uma aposta lucrativa para as editoras. Fora que existem diversos outros problemas, mas hoje, na minha opini√£o, esses s√£o os maiores, e se voc√™ tem o sonho de ser escritor, mas acha que o mercado √© o grande vil√£o e n√£o se adaptaria para entrar nele, s√≥ tenho uma coisa a dizer: boa sorte.


8- Sempre que converso com voc√™, sempre est√° sorrindo (virtualmente, claro, haha), alegre. O que voc√™ faz nos momentos mais dif√≠ceis ou a quem voc√™ recorre pra manter essa alegria? 
ūüó® Eu n√£o levo a vida t√£o a s√©rio quanto deveria. Gosto de ver as coisas engra√ßadas por tr√°s das tr√°gicas, ent√£o na maioria das vezes que os problemas surgem eu gosto de me consolar dessa forma, mas quando as coisas apertam de vez, existe uma pessoa a quem eu recorro ao colo: Tha√≠s.


9- Conte-nos sobre projetos futuros. Algum livro vindo por a√≠, algum plano pra sua vida pessoal... 
ūüó®Eu estou com uma parceria muito forte com o Lenmarck em diversos ramos, desde livros at√© podcasts que por sinal escutem o Barzinho dos Andrade e o Soodacast, programas que a gente participa. A revis√£o de Lia-303 est√° acontecendo com o intuito de ser publicado de forma tradicional. T√ī pensando tamb√©m em mais uma antologia no mesmo formato de Sob os olhos do del√≠rio e no meio de tudo isso tem uma fa√≠sca de thriller surgindo por a√≠. Fui convidado tamb√©m – algo que me deixou extremamente feliz – para participar de duas antologias que v√£o sair esse ano, uma √© uma revista digital organizado pelo Teatro de Apartamento, com uma tem√°tica pulp; a primeira edi√ß√£o √© sobre monstros e tem um conto meu de lobisomens vindo por a√≠. O outro convite veio do escritor e conterr√Ęneo Andrei Sim√Ķes para uma antologia, n√£o posso dar muitas informa√ß√Ķes a respeito, mas aguardem porque vai ser incr√≠vel!


10- Rapidamente, responde: 
* Um lugar: Meu quarto 
* Uma pessoa: Tha√≠s 
* Uma cor: Cinza 
* Um escritor: Edgar Allan Poe 
* Uma paix√£o: Escrever 
* Uma bebida: Cerveja 
* Uma comida: Bife empanado 
* Uma d√ļvida: Quando um cego sabe a hora de parar de se limpar? 
* Uma certeza: D.C é melhor que Marvel.

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Conhe√ßam o F√°bio acessando o  INSTAGRAM, FACEBOOK OU SITE.  

Ahhh, gente, digam se não é uma pessoa muito amor o Fábio? Amei fazer a entrevista com ele e abrir esse espaço pra um autor que já curto muito. Daqui pro final de semana, lhes trago mais uma postagem relacionada a ele. Aguardem. E me digam, o que acharam?


Esse post faz parte do projeto que adotei aqui no blog, o #AdoteUmEscritorNacional. N√£o √© um projeto inventado por mim, como j√° falei na primeira postagem, existe em v√°rias redes sociais (com outros nomes) e √© um incentivo a que leiamos mais nacional e que abramos um espa√ßo para nossos queridos escritores, que fazem de nossos dias uma aventura incr√≠vel. \o/\o/\o/\o/

Abra√ßos quentinhos e at√© a pr√≥xima, se Deus quiser. ūüíó

3 coment√°rios:

  1. Uma d√ļvida: Quando um cego sabe a hora de parar de se limpar?

    Imagina alguém gargalhando... pois é!

    Que entrevista divertida e din√Ęmica, parab√©ns!
    Já conhecia a obra Sos os olhos do delírio e confesso que agora sou ainda mais fã!
    Que pessoa incrível é o Fábio, vejo bom humor, disposição e apesar de brincalhão também tem o pé no chão e nutre muito carinho pela amada... merece nosso respeito esse cara!!

    osenhordoslivrosblog.wordpress.com

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    Respostas
    1. Hahahaha, o F√°bio tem esse poder de nos fazer gargalhar mesmo, uma virtude e tanto!
      Não é incrível? Pessoinha maravilhosa que merece nosso carinho e respeito mesmo.
      Beijooos

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  2. Oi Mi, estou amando acompanhar esse projeto no seu blog!
    Como você sabe eu faço ele desde o inicio do ano, os autores nacionais precisam de espaço e voz nos nossos blog e em outros também.
    Amei a entrevista!

    Beijos e abraços
    http://vickyalmeida.blogspot.com.br/

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