31/03/2017

Vida Cristã | Olhos que veem

Olá, gente! Como estão? Desculpem pelo sumiço, a faculdade está bem puxada, mas enfim. Hoje lhes trouxe um texto inspirado em minha leitura de "Primitivo", de Mark Batterson. Esse livro comprei em uma livraria cristã lá no Uruguai. Foi amor à primeira vista e, realmente, ele é maravilhoso. Tenho aprendido grandes lições com ele; quando terminá-lo, lhes trago a resenha.

Tradução: "Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre."
"Olhos que olham são comuns. Olhos que veem são raros." J. Oswald Sanders
Sabe quando admiramos o nascer ou o pôr do sol? Quando percebemos a chuva e sentimos o cheiro que ela deixa ao tocar a terra seca? Quando olhamos pro céu e admiramos a beleza da lua e das estrelas? Exatamente nesses momentos estamos fazendo como Deus após a criação do céu e da terra e tudo o que neles habitam. Estamos dando um passo para trás e analisando quão lindo e maravilhoso e bom é tudo isso! E ficamos satisfeitos, contentes. É isso que Deus quer de nós, que afastemo-nos (mesmo quando estivermos em dificuldades) e admiremos e enxerguemos além dos olhos carnais, mas que sintamos com a alma tudo o que Ele preparou para nós. Deus, ao sexto dia de sua criação, olhou para tudo o que tinha feito em sua extensão e considerou, viu, que tudo era muito bom.
"E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto." Gênesis 1:31
É isso o que Deus busca de nós, que não nos fixemos ou atenhamos em nossos problemas, mas que percebamos como é bonito e bom o que Ele sonhou e tem sonhado para nós.

O Deus que nos sonhou e nos formou preparou uma maravilha que só conseguimos ver ao parar e dar esse passo para trás, ou seja, quando nos afastamos de nossa condição e olhamos além do que está diante dos nossos olhos carnais. Deus quer que você e eu vejamos com os olhos da alma, esses olhos que estão conectados com o Senhor e que enxerga solução através das nuvens cinzas.

Espero que essa seja uma palavra de benção e ânimo para a sua vida!
"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." João 16:33
Abração e até a próxima!
Por Mirelle Almeida 

24/03/2017

Resenha | A Máscara da Morte Vermelha- Edgar Allan Poe

Esse conto, do livro Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe, apresentado por um narrador em 3ª pessoa que se coloca como um contador de histórias: "deixe-me falar", "como já falei", etc., pois esses são  marcadores característicos da narrativa oral, então, de alguma forma, Poe retoma a tradição, porque antes, especificamente na Idade Média, quando não existia a escrita tal como a conhecemos, as histórias eram repassadas de boca em boca, de geração a geração.

A Morte Vermelha é uma praga que se manifesta pelo sangue saindo dos poros das pessoas e é contagiosa e em pouco tempo causa a morte, por isso o príncipe Próspero decide reunir mil amigos e se trancar em um dos seus muitos castelos. Após a entrada, o castelo é selado de tal forma que ninguém pode entrar nem sair dele. Seus habitantes esquecem-se do mundo e começam a curtir a vida, como se uma praga não estivesse assolando lá fora.

O castelo possui sete salas, todas com duas janelas góticas que refletem a cor da decoração, menos a última que, apesar de possuir cortinas pretas, as janelas são tingidas de um vermelho-sangue e isso assusta as pessoas, o que as fazem a evitar porque a cor vermelha lembra a praga.


Próspero decide fazer uma festa fantasia e as pessoas se vestem da forma mais macabra possível. Mas alguém consegue e ousa ser mais extravagante que todos, trazendo um lembrete que todos faziam questão de esquecer, e isso irrita muito o príncipe. Mas, ainda assim, todos aproveitam a festa, esquecendo do mundo e deixando-o com sua dor e desolação, até que um relógio antigo, que está na sétima sala do castelo, aquela que ninguém gostava e faziam de tudo para ficar longe, começa a tocar e nesse momento a música para e todos os presentes assumem posturas estranhas, começam a lembrar-se da miséria que está lá fora. E esse comportamento sempre acontece quando o relógio soa.
"Pelas setes câmaras desfilavam, de fato, uma multidão de sonhos."
Vejo o relógio nessa narrativa, assim como a sétima câmara, como objetos da realidade. Tudo se apresenta fantasioso, como num sonho (e a presença das janelas góticas que é uma das características da arquitetura medieval e ao mesmo tempo, na Literatura, pode ser a presença do sobrenatural, reforça isso), mas no momento que o relógio toca, se rompe a fantasia e o mundo volta ao normal enquanto as badaladas se fazem escutar.

"[...] Então, por um instante, tudo para, tudo é silêncio, salvo a voz do relógio. Os sonhos parecem congelados." 
O conto termina de uma maneira surpreendente, ainda que esperada por se tratar de Poe. O livro é lindo, Poly Bernatene, a ilustradora, fez um trabalho excelente. Os contos são curtinhos e foram impressos em papel revista, aquele bem lisinho (e com um cheiro maravilhoso).

Classificação: 
Editora: Melhoramentos
Autor: Edgar Allan Poe
Ilustradora: Poly Bernatene
Ano: 2010
Páginas: 88

18/03/2017

RESENHA | JURASSIC PARK - MICHAEL CRICHTON

SINOPSE
"Tim sentiu um calafrio, mas então, enquanto conferia o resto do corpo do animal, descendo pela enorme cabeça e as mandíbulas, viu o membro superior, menor e musculoso. Ele acenou no ar e, em seguida, agarrou a cerca."
Olá, pessoas! Eu sou o novo colaborador aqui do Blog e com minha primeira resenha trago um livro que fala basicamente de algo que gosto desde que era criança... Dinossauros!

Essas criaturas que já habitaram nosso mundinho me fascinam bastante, e aqui venho escrever sobre Jurassic Park, livro de 1991, escrito por Micjael Crichton!

A história que muitos devem conhecer através do filme de 1993, dirigido por Steven Spielberg (mas que no livro possui muitas diferenças de acontecimentos), é a de um homem ambicioso, John Hammond, que cria uma empresa de biotecnologia (INGEN) capaz de recriar e trazer à vida os dinossauros através do sangue encontrado em mosquitos pré-históricos presos em âmbar. E com isso cria seu parque na Isla Nublar, o risorte Jurassic Park. Só esses fatos já me chamaram a atenção, mas o que me surpreendeu foi a série de críticas que Cricton coloca em seu livro! Ambições, controle do meio natural, brincar de Deus!

Os personagens criados para a trama são os principais responsáveis pelas críticas e deixam o livro ainda melhor de se ler! Entre eles o que mais se destaca é Ian Malcolm, um matemático, estudioso da teoria do caos que defende que tudo em algum momento pode vir a dar errado por mais perfeito e seguro que seja.

Imagem do blog "Modo Meu"
A ambição de Hammond o cega e não importa que tipos de tragédias ocorram (morre uma galera na ilha), ele não desiste da ideia de o Parque dar certo. A sua vontade de fazer dinheiro com sua ideia o cega para qualquer eventualidade. Quer a todo custo (correr e gritar pode ser um deles) que a experiência da ilha seja real, ao contrário do que Henry Wu, principal encarregado das pesquisas na ilha, diz.

"Você mesmo disse, John, que este parque é entretenimento. E entretenimento não tem nada a ver com a realidade. Entretenimento é a antítese da realidade."

Dennis Nedry, um dos empregados de Hammond, com sua própria ambição, elabora um plano para roubar embriões de dinossauros e vender para outra empresa de biotecnologia e sabota toda a ilha em uma noite de tempestade e isso causa uma série de eventos drásticos. É quando o grupo de visitantes que estavam inspecionando o Parque, se separam. O Dr. Alan Grant, um paleontólogo, e as crianças Tim e Lex se perdem quando sofrem o ataque do poderoso Rex, e andam por toda a ilha, o que dá o clima de aventura da narrativa. Durante o ataque, Malcolm também se fere gravemente e é salvo pela botânica Ellie Sattler (Ellie e Lex são as únicas personagens femininas, e as duas são fortes e determinadas). E é a partir desse ataque que o clima de desespero e caos tomam conta da Isla Nublar.

Imagem do blog "O clube da Meia-Noite"
Malcolm critica e diz que sempre defendeu que a ilha era impraticável. Que o ser humano não deve tentar controlar a vida e que a natureza sempre vai encontrar um meio, um caminho, para se livrar de nossas amarras.

Cada capítulo principal (são 7 ao todo) abre com uma fala de Malcolm com implicações matemáticas que mostram o quão tensas e irreversíveis as coisas estão caminhando. Diante desses fatos vem o desespero e, com ele, o caos.

De grandes lições, belas frases, o encantamento pela ilha vira terror! O que era belo se torna assustador! Caos é o que define o humano! O fim do livro tem grande reviravolta para a ilha e faz com que nos perguntemos, será que essa era a única solução? Ou isso nem deveria ter acontecido desde o começo?

Os personagens são bem marcantes de sua forma e cada um tem uma personalidade muito única! Falar desse livro não é tão simples e seria algo que demandaria mais tempo e mais escrita. E não quero entediar ninguém, rsrs. Essa edição, como vocês viram na foto, é maravilhosa. 

Essa é minha pequena resenha e espero que gostem! Abraços!

Por Breno Souza

Classificação:
★★★★★
Autor: Michael Crichton
Editora: Aleph
Ano: 2015
Páginas: 528

15/03/2017

Parceria | Marcelo F. Zaniolo

Olá, pessoas! Como vão? Espero que bem. Hoje, com muitaaaaaaa alegriaaaa, venho anunciar-lhes mais uma parceria aqui do Eu Sou Um Pouco de Cada Livro Que Li. Desta vez foi com Marcelo Zaniolo. Vi o livro dele lá no Twitter e propus a parceria e ele aceitoooooou! Sim, sou uma caçadora de autores e livros no Twitter. Mas sou do bem, tá, gente? Hahaha, enfim, brincadeiras à parte, vamos conhecer mais do tesouro que encontrei:

Ouçam o podcast do livro AQUI!
Sinopse: Depois da Grande Inundação, foram poucos os que restaram para continuar contando suas histórias. Vindos de muitos lados, reuniram-se no alto de uma montanha. E agora, finalmente adaptados, os sobreviventes precisam enfrentar o desafio de manter a paz na Aldeia. Mas Noah, o Escrivão, não faz ideia dos eventos que está prestes a registrar... Quando um jovem é encontrado morto, seu irmão mais velho, Gavin, parte em busca de vingança. Teria sido essa morte realmente causada pelos expulsos do povoado? Deveriam eles, então, perseguir e conter os Renegados? Enquanto todos esperavam por respostas vindas do Ancião, uma grandiosa e ameaçadora Águia Branca irrompe os céus e surpreendentemente parece se comunicar com Átila, o líder dos Grupos de Caça e de Segurança. Também é chegada a hora dos pássaros cobrarem uma antiga Dívida. A extraordinária visita da ave ao Templo dos Ventos revelará que os mistérios desse embate ligam céu e terra, homens e animais. Um universo interligado em que um segredo pode, sim, responder a todas as perguntas.
Em breve o livro estará disponível para compra na Amazon, ou, se preferirem, podem entrar em contato com o Marcelo através deste email: zaniolo.marcelo@gmail.com. O podcast do livro está disponível no site LivroCast . Juro pra vocês que me arrepiei ao ouvir! Gente, necessito desse livro o mais rápido possível, tenho urgência por ele. Enfim, além da Trilogia dos Pássaros, cuja qual se inicia a partir deste livro que lhes apresentei, Zaniolo também é autor do conto "Onde não deveria estar", do livro Sentimentos à flor da pele: Antologia de podcasters literários, como consta abaixo  em sua biografia.

Sobre Zaniolo:
Marcelo Fornasa Zaniolo nasceu em 17 de março de 1987, em Curitiba - PR, mas reside desde pequeno na cidade de Florianópolis - SC. Formado em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Estácio de Sá Santa Catarina e em Administração pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), é criador e editor do LivroCast – um site / podcast voltado a literatura – e principal responsável pela gestão da empresa que possui junto de seu único irmão. Apaixonado por livros desde pequeno, engavetou algumas estórias ao longo da vida e somente em 2016 (aos 29 anos) publicou seu primeiro conto, intitulado "Onde Não Deveria Estar" – antologia "Sentimentos à Flor da Pele". "O Templo dos Ventos" é o seu primeiro romance, bem como "A Trilogia dos Pássaros" o seu primeiro universo a ganhar vida. Uma obra de fantasia repleta de aventura, amizade e amor, voltada para o público jovem de todas as idades.

Para quem quiser conhecer mais o autor ou trocar umas ideias sobre seus livros, é só clicar nos ícones abaixo e será direcionado para as redes sociais do Marcelo:

13/03/2017

Alma de Tinta | Dor da urgência- Mirelle Almeida


Imagem do blog História da Alma

Dor.

Afogada em mim, um copo não de licor, 
mas de tinta

Uma leve pluma que treme, treme e treme
com o desatar da urgência,
como se pudesse amarrá-la 
num espaço em branco.


Então, gente, gosto de rabiscar em meu tempo livre (o que é isso "tempo livre"?) Hahaha, enfim, espero que gostem do poema ou tentativa de poema.
Por Mirelle Almeida

11/03/2017

Resenha | A casa de vidro (As estações)- Anna Fagundes Martino


SINOPSE
Que surpresa agradável este conto! Estava baixando alguns livros gratuitos na Amazon e ele me chamou a atenção. A Anna tem uma escrita audaciosa, sabe, daquele tipo que desafia o leitor e que o faz sentir prazer com a narrativa.

Me vi mergulhando em um mundo ora real, ora imaginário, fantasioso, como se estivesse num sonho. Mas ambos estão ligados, principalmente quando Eleonor conhece Sebastian, um homem que a princípio lhe parece muito estranho. O fio que separa esses dois mundos é tão sutil e tênue que o leitor chega ao ponto de não saber o que é real ou o que é fantasia e habita os dois ao mesmo tempo.

Eleonor em meio ao luto pela mãe e a falta de interesse do pai, se aproxima cada vez mais, nutrida pela curiosidade, do jardineiro da casa, o Sebastian. Mas de que mundo é ele? E porque ele faz o jardim florescer até no inverno? O que ele toca ganha vida e se torna belo e isso intriga a jovem.

Há no conto a presença marcante do mágico, do fantasioso, e isso é trazido pelo jardineiro. Eleonor aparece como representante do real, trazendo regras, tentando limitar ou adequar Sebastian a elas, e ele sempre as questiona, pois não as conhece (afinal, no mundo imaginário tudo é possível), o que assusta a moça. 

-Vocês têm uma obsessão por isso de normal - ele disse, a voz muito baixa. - Não faz sentido. Não entendo. O que seria isso? E quem decide?

Sebastian é de um mundo não definido, mas que acabamos mergulhando através da escrita de Anna, e Eleonor é a ponte pra esse mergulho. O que não se pode negar é que estes dois personagens têm uma ligação intensa, como o imã que atrai o metal. Essa relação produz um fruto e é nesse momento que Anna Fagundes consegue dissolver, estilhaçar, a separação que existe entre real e fantasia, eles já não têm um fio que os separa, eles agora são um só. E Stella, o fruto do amor de Sebastian e Eleonor, é a prova disso. 

"A pele dele parecia mais brilhante, sem as manchas azuladas e frias: estava em seu elemento e, ali, ele era belo como um amanhecer."

Mas o conto não termina por aqui. Eleonor amadurece, ou amplia a visão, depois do relacionamento com Sebastian e passa a ver o mundo e as pessoas de maneira diferente, o que a permite casar-se com um homem da sua espécie sem medo. Aí você pode estar se perguntando se Sebastian e ela não terminam juntos. Não posso dizer, hahaha. Leiam e descubram e criem seus próprios significados. Achei o conto muito bem construído e sem brechas. É um pouco complexo, mas permite que o leitor lhe traduza à sua maneira e isso depende de nossa bagagem literária e de mundo. Indico a leitura, vocês precisam lê-lo! 

Aproveitem que ele ainda está de graça na Amazon! É só ir AQUI!
Abraço e até a próxima!
Por Mirelle Almeida

Classificação:
Autora: Anna Fagundes Martino
Editora: Dame Blanche
Ano: 2016
Páginas: 47

09/03/2017

Resenha | Oportunidade: uma história da Princesa e a Ervilha- Sonya Writes

Imagem retirada do Google.
Esta história é baseada em A Princesa e a Ervilha, fábula adaptada do conto do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

O príncipe Nicholas já está cansado das exigências de sua mãe, a rainha Ophira, que quer casá-lo somente com uma princesa verdadeira e para provar as moças que são convidadas como candidatas ao posto ela inventa provas absurdas, e, claro, nenhuma delas passam e são mandadas de volta pras suas casas sem saberem o que passou realmente.

Até que aparece Penélope, que já ouviu falar do destino das outras princesas e que não espera muito desse convite a apresentar-se no castelo de Ophira. Sabe que provavelmente vai ser mandada de volta pra casa, assim como as outras, até mesmo Elena, a princesa da Espanha.

Durante a viajem até o castelo sua carruagem é assaltada e imaginem quem aparece para socorrê-la! Sim, o príncipe Nicholas! Então eles se conhecem melhor e o príncipe, depois de saber que a princesa tem alergia a ervilha, bola um plano pra que sua mãe finalmente escolha alguém pra casar-se com ele.

Imagem do blog "Chocolate is not the only fruit"
Ele finge que não conhece Penélope e  em segredo expõe o plano para a mãe. Ela concorda e põe uma ervilha debaixo do colchão da moça sem que ela perceba. Para a rainha Ophira, só quem fosse uma princesa verdadeira sentiria uma ervilha debaixo do colchão, mas como Penélope é alérgica claro que ela percebe! Vendo que a garota sentiu a ervilha, ela resolve ir entulhando colchões pra prová-la ainda mais. Será que Penélope será capaz de sentir uma ervilhinha debaixo de 20 colchões?

A escrita de Sonya é leve, mas, particularmente, não gostei do conto, achei muito superficial, bestinha, sabe? Tipo, eu amo contos, fábulas e histórias infantis, mas a releitura que Sonya fez não conseguiu me envolver. Talvez ela devesse ter explorado mais, não seguir o conto original à risca e ter desenvolvido mais a história. Mas essa é a minha opinião, pode ser que outras pessoas gostem da leitura.

Classificação:
Autora: Sonya Writes
Ano: 2015
Páginas: 38

Até a próxima, gente!
Por Mirelle Almeida

05/03/2017

Resenha | Sob o olhar grego- bella crestan

SINOPSE
Foto de Anderson Pereira, meu amigo-irmão e colaborador aqui do blog.


O livro foi concedido pela amiga/parceira do blog Bella Crestan, um amor de pessoa e uma escritora sensacional. Se preparem para a aventura!

Amo dedicatórias
Be é uma jovem que guarda muitos medos e receios, pois a vida já lhe fez passar por maus bocados. Depois de uma má experiência no amor, Be se fecha totalmente e vira uma pessoa quase antissocial, saindo apenas para o trabalho. Mas a mesma vida que lhe infringiu dores, está prestes a lhe trazer surpresas agradáveis.

"[...] as coisas se revelam muito melhores do que parecem ser [...]" p. 40
Em um determinado dia, refletindo sobre a vida que leva, ela decide sair da sua comodidade e se aventurar, ainda que cheia de temores pela decisão. Be compra suas passagens para Creta, na Grécia, e vai viver a vida e buscar uma inspiração para o livro que está escrevendo. No aeroporto que faz conexão, em Londres, ela conhece o Ed, um músico inglês famoso, mas que Be não reconhece de pronto.
 [...] - Meu nome é Ed, e  seu?
- Be.
- Be?
-Isso. B E, todo mundo me chama assim, E D.
- Ah, que diferente!
- Não tanto quanto o seu.
(p.18)
Logo no começo ela não vai com a cara de Ed, ele parece apenas um folgado que derramou café nela. Mas à medida que vão conversando, Be começa a gostar do carinha e tal foi sua surpresa quando descobriu que ambos iam ficar no mesmo hotel! Logo uma amizade é formada e o leitor começa suspirar pela fofura dos dois juntos. ^_^ 

Foto do Anderson Pereira. ^^)
Já em Creta, um certo francês arrogante e ao mesmo tempo cheio de charme vai tirar a paciência de Be, mas tudo é questão de tempo. Quando ela conhece melhor o francês e sua história, passa a enxergá-lo de forma diferente e começa a sentir simpatia pelo cara.

O que mais gostei é que o Ed vê Be de uma forma linda, enxerga sua essência e talento, já o francês, aparentemente, é o tipo que vê o exterior. Logo no começo passei a amar Ed pelo jeitinho dele, mas  a princípio odiei o francês, o achei idiota demais e me deu nos nervos como ele tratava Be. 

Nossa protagonista, por sua vez, é do tipo estabanada, de riso solto e sonhadora, ainda que tenha medo de perseguir seus sonhos. É preciso essa viajem pra que possa, através de outros olhares em um país totalmente distinto do seu, perceber-se a si e a seu talento e amar-se.


O livro é narrado em 3ª pessoa por um narrador onisciente, então podemos ver com mais detalhes as ações dos personagens e ficar a par de seus sentimentos.

Teve algo que não gostei no livro. A Be pegou simpatia rápido demais do francês, o que pareceu algo muito abrupta, isso me incomodou um pouco, mesmo que agora eu esteja apaixonada por ele. Isso foi só no início, quando ela conhece ele.

Outra coisa é que percebi uma mistura de narração no passado e narração no presente. Ou seja, é normal isso acontecer em livros, mas em meio a uma narração no passado de repente já mudava pro presente, mas a gente entende que isso acontece, claro. E não é algo que  atrapalhe a leitura.

Porém, apesar disso, que de forma alguma tira o valor do livro que, diga-se de passagem, foi uma das minhas melhores leituras desse ano, amei demais a escrita da Bella, é gostosa, humorada e com uma pitada poética, principalmente nas descrições das paisagens e quando mostra um pouquinho da escrita da personagem. Ela conseguiu criar uma personagem extremamente realista, fora dos padrões e que a cada gargalhada contagia o leitor e é impossível não acompanha-la. Recomendo muito a leitura deste livro, vocês não irão se arrepender! 💜

Ele tem as folhas amareladas, uma diagramação linda e letras confortáveis aos olhos. É uma leitura rápida e cheia de aprendizagens que podemos trazer pra nossas vidas.

Conheçam mais a Bella e seu livro, é só clicarem nos ícones abaixo:
Classificação:
Autora: Bella Crestan
Ano: 2016
Páginas: 136
Onde comprar? AQUI!

01/03/2017

Resenha | A Herdeira- Livro 1 - Katerine Grinaldi

Sinopse
O livro foi concedido pela Editora Sinna, amiga/parceira do blog. Confesso que comecei ele com todo gás porque já tinha lido algo da Katerine, "Na mesma página", e tinha amado. A autora não me decepcionou em nada e me deparei com uma história envolvente e cheia de aventuras e mistérios.
"Ninguém quer ouvir as verdades quando elas são ruins..."
Kate é uma garota comum que vive uma vida também comum, tirando o fato de que consegue ler os pensamentos das pessoas, claro, mas isso é comum comparado ao sopapo que sua vida terá. Após completar 21 anos ela começa a viver experiências estranhas: tem sonhos que mais parecem reais e visões sobre coisas que vão acontecer. Kate usa suas visões para o bem, para salvar as pessoas que estão em perigo, mas o que fazer quando ela mesma está correndo risco de vida? A quem buscar e em quem confiar se mesmo sua mãe não quer lhe contar a respeito de uma tal herança que sua avó fala em sua última visita? E quem é o misterioso homem de olhos azuis hipnotizantes que a salva em seus sonhos? E quem é esse tal Joseph que a quer? E por quê?

Imagem do Pinterest.
Nossa protagonista irá em busca de respostas a estas perguntas e no caminho a elas irá se deparar com muitas coisas que irão abalá-la e a tudo que acredita. Kate contará com a ajuda de suas melhores amigas Jane e Lola, além da de Téo Dáman, o carinha charmoso de olhos cor de outono que ela conhece na faculdade e com quem tem um R.A (Relacionamento Aberto. Mas não pensem que ela aderiu a esse tipo de relacionamento  porque quer ficar com vários, não, gente, ela só tem medo de se apaixonar)  e cujo qual sua família, de alguma forma, está ligada ao mistério que envolve Kate. 

E o que fazer quando o tal rapaz dos sonhos se materializa num professor de História atraente, mas muito arrogante? Não sei por que, mas amo esses personagens, eles são o tipo que dizem o que sentem e que realmente sentem o que dizem sem importar a quem enfrentarão para defender seu amor. Não sei se esse será o caso de Eric.

O que achei interessante é que a autora constrói o livro de tal forma que temos a sensação de estarmos lendo um grimório (que é um livro de encantamentos, feitiços). Na introdução há um, digamos, feitiço para que só abra o livro quem esteja disposto a "cumprir o requisito" e é exatamente esse encantamento que Kate escreve em seu grimório pessoal, é como se ela nos desse permissão para lê-lo. Achei isso incrível. ♥ Não pensem que o que acabei de escrever foi spoiler, há muito mais para descobrir nesta história e vocês ficarão de boca aberta.

O prólogo é narrado em 3ª pessoa, mas o restante do livro está em 1ª pessoa, vemos e lemos a história desde a perspectiva de nossa heroína, é como se realmente estivéssemos lendo num livro que ela escreveu e somos enfeitiçados, atraídos, por sua história a tal ponto que só a largamos (não sem desespero) quando chegamos à última página.

O final foi bombástico! A escrita da Katerine é envolvente, ela sabe tecer muito bem sua teia de modo que o leitor fique preso a ela, sem escapatória. Estou desesperada pelo segundo volume, não vejo a hora de tê-lo para poder devorá-lo. Vale muitooo a pena ler o livro, recomendo demais a leitura!
Classificação:
Autora: Katerine Grinaldi
Editora: Sinna
Ano: 2015
Páginas: 266
Onde comprar? Amazon ou Loja Sinna
(Gente, correee, o livro tá por R$ 10,47 😱😱😱)
Conheçam e sigam a editora nas redes sociais clicando nos ícones abaixo:
Por Mirelle Almeida
Design por Amanda Hauane

Cabeçalho por Edu dos Anjos

Tema Base por Butlariz