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27/02/2018

♡ Resenha | Tempo do Tempo: As estações do coração- Marianne Galvão

COMPRA | AMOSTRA GRÁTIS
Oi, gente, tudo bem?
Recentemente a editora Penalux, parceira do blog, me disponibilizou um livro que devorei. 💗

Pra quem gosta de poesia no estilo Pó de Lua, da Clarice Freire e de Eu me chamo Antônio, do Pedro Gabriel, vai amar esse livro.

Os poemas da Marianne são simples, de versos livres e bem visuais. A maioria dos poemas estão escritos em prosa e divididos nas quatro estações do ano: Outono, Inverno, Primavera e Verão. Sua máxima, como é de esperar pelo título, é o amor, que é tema central. Cada poema representando as estações adquirem características dela.

🍂O livro é composto por 101 poemas que se pode ler rapidamente. Apesar de simples, abordam um tema complexo e profundo, que é o amor.  Há muitos encontros e desencontros, encantos e desencantos; ora os poemas falam de um amor que exalta, que faz a pessoa que ama ser feliz, ora eles falam de um amor que traz tristeza ao coração de quem o sente. O eu lírico parece sempre estar em busca do amor e apesar de reconhecer o sofrimento que muitas vezes ele causa, se sente privilegiado em poder senti-lo, em poder amar.

"[...] O amor cura,
mas não existe cura pra quem já amou
e eu agradeço." Amor, Amar? (p.22)
A poesia neste caso está a serviço de um bem maior, de algo nobre, de expressar um sentimento que muitas vezes se torna indescritível.
"quando o amor
já não cabe mais no peito
se transborda em poesia." (p. 8)

🌼A estrutura dos poemas da Marianne é irregular, ora estamos no centro da página, ora no fim, ora no começo, ora na esquerda ou direita e/ou em ambas, e isso faz com que tenhamos uma leitura mais dinámica e acelerada, e também alguns começam com letra minúscula, não tem pontuação. A escritora brinca com as palavras e muitas vezes o poema desenha o que fala.

🌞Enfim, gente, eu gostei do livro, só que não consegui amá-lo tanto como outros da editora, talvez  por não ser um livro profundo no quesito descritivo, gosto de poemas que me façam imergir nas páginas, nas palavras, que me façam buscar sentidos, e os da Marianne não tiveram esse efeito em mim, são poemas mais rasos, digamos assim, apesar do tema. Com isso, de modo algum quero dizer que não valha a pena a leitura ou que o livro seja ruim, pelo contrário, pra quem quer uma leitura rápida, Tempo do Tempo é recomendadíssimo, além de que temos de levar em conta que pra cada leitor a experiência é diferente, né? A edição está lindaaaa, como todas da editora, eu recebi o e-book, então não posso dar mais detalhes, mas sei que os livros da Penalux são de ótima qualidade.


Conheçam mais da editora nas seguintes redes sociais:


Classificação:
🕮🕮🕮🕮
Atora: Marianne Galvão
Ano: 2016
Editora: Penalux (Lampejos)
Páginas: 110
Compra: AQUI!

22/02/2018

⇸ Vida Cristã | Flecha certeira ♕

🏹Conhece a expressão “ a pessoa certa, na hora certa, no lugar certo?” Já notou como de forma sincrônica pessoa, espaço e tempo atuam precisamente na frase? Agora, só entre nós, essa é uma das minhas cenas favoritas nas batalhas épicas: em câmera lenta, um arqueiro dispondo de uma única flecha precisa acertar o alvo que definirá o destino de todo um exército em desvantagem. 
🏹E num daqueles óbvios cenários de vitória improvável, bem nos créditos finais do momento, nossa respiração tensa acompanha a trajetória da flecha que subjugando o inalcançável alvo parece nos imprimir no virar da história. Se você, assim como eu, é um daqueles leitores fascinados por narrativas de reis e rainhas, coragem e flechas que causam reviravoltas precisa visitar uma certa rainha da Pérsia. Acompanhe-me, serei sua narradora.

    Quando no extenso e rico reino dos medos e persas buscava-se uma nova rainha, entre as jovens das diferentes 127 províncias que estavam sob o domínio de Xerxes, também conhecido como Assuero, título para rei venerável, através de um concurso de beleza, a figura singular de uma candidata é introduzida na cena. Na sua biografia encontramos particularidades como: órfã adotada pelo primo; judia que curiosamente levava no nome a referência à murta, uma planta conhecida por sua capacidade resiliente e agradável perfume. 

Dona de uma beleza evidente e graciosa, Ester pode até parecer, num primeiro plano, uma peça deslocada no ambiente tão sedutor e cheios de intrigas quanto era aquele palácio persa. Passados os doze meses das etapas do embelezamento do concurso, chega a vez da moça encontra-se com a figura do então soberano. Afortunadamente, ela encontra favor aos olhos dele e este a ama mais que as demais virgens. Pausa para respirar.


Se essa história acabasse aqui você poderia dizer que estou contando uma versão de Cinderela ou Lady Day, a plebeia que alcança uma alta posição na realeza. Dito de outra forma, você poderia também alegar que essa é uma daquelas notícias que tratam da sorte de um cavalo azarado, contudo lhe conduzo pelo caminho do não apego ao que pode parecer coincidência.


Perceba, você leitor, que a trajetória dessa judia, dentro das narrativas bíblicas, é simplesmente uma das mais significativas demonstrações da infalível providencia de Deus atuando nas cortinas da história humana. Quando toda uma nação perseguida e menosprezada recebe uma irrevogável sentença de morte, num contexto de perseguição e claro ataque inimigo sem direito a qualquer que fosse a defesa, Deus atua no curso da batalha, ele é o próprio arqueiro e Ester a flecha providencial de escape em questão. Milésimos de segundos entre a vida e a morte, podemos respirar aliviados, o nosso arqueiro não falhou, Ele jamais falha.

Imagino que quando Ester se torna rainha da Pérsia quase que de forma improvável e dentro de um palácio tão ímpio e perigoso não tenha sido nada fácil manter sua identidade judia e a sua aliança com Deus preservadas. Quantas indagações e temores podem ter disputado a atenção dela ao longo desse processo. O mais encantador de sua vida reside na postura corajosa e responsável que Ester assume quando seu primo Mardoqueu a indaga: quem sabe se não foi para um momento como esse que você chegou à posição de rainha? (Ester 4: 14 b)’’.

Indo de encontro ao protocolo real de não se apresentar ao rei sem ser por ele chamada, ela declara: “irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei (Ester 4: 16b)’’. É Incrível que a posição confortável e de poder que ela recebe, enquanto rainha, não ofusca a visão do propósito para o qual Deus a havia designado.

Salvar o seu povo, o destino de toda uma nação em suas mãos. A dádiva que ela tinha recebido não era para massagear o seu ego, era parte de um plano bem maior para a preservação daquela e das outras gerações de judeus. 

Quando as coisas parecerem estarem fora de seus lugares, quando o lugar em que você for plantado possa ser inadequado ou infrutífero aos seus olhos, quando as perguntas e os temores disputarem o travesseio na cama com você, quando você desconfiar que sua vida não tem sentido ou propósito algum, aprenda com Ester, pois a graciosa providencia de Deus nunca falha. 

Diferentemente do que alguns defendem em nossa pós-modernidade, Ele atuou e atua na história do homem, atua em todos as situações sejam elas boas ou ruins, favoráveis ou desfavoráveis, pois “sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Romanos 8:28, NVI). 

Na caminhada com Deus tudo e todas as coisas tem o seu lugar e “há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1b, NVI). Não se preocupe se você ainda não conseguiu compreender as intempéries que já ocorreram no mar revolto da sua vida. Ele sempre dá sentido ao nosso caótico mundo existencial. 

O mais importante é confiar que Deus tem sim um lindo propósito traçado para sua existência e que Ele vai trabalhar com afinco, como já está fazendo, para que você viva tudo o que Ele sonhou. Se você assim desejar. Por fim, vou te contar um segredo, como excelente pintor que é, Deus usa diferentes pinceis, materiais e cores para pintar e dar forma a nossa vida, saiba que Ele nos convida a fazer parte da construção dessa tela e de forma ativa. Pode apostar, como foi com a criação do universo e a vida de Ester, quando tudo terminar, você ficará maravilhado com o resultado.

                                                                                                                               Fransuelly Raimundo

21/02/2018

Resenha | A Saga Gorjam- Livro 1- Roberto Albuquerque

SINOPSE | COMPRA
 Olá, pessoas!
Hoje vim trazer a resenha de um livro incrível que acabei de ler recentemente. Eu trouxe as primeiras impressões dele no ano passado e agora venho com a resenha, que na verdade, nem sei como vou conseguir fazê-la, haha. Já se sentiram assim? Então, hoje vamos voar pra terra de Ákia. 

"Estar só pode ser uma opção ou uma necessidade; nem sempre é casual ou provocado; para Lamel, do mundo dos homens, a solidão era uma fuga." (p. 9)

📖 Após a Grande Inundação (o dilúvio), a terra ao ser repovoada ganhou novas perspectivas. Na região de Ákia, composta por 5 Soberanias: Asilé, Carcondes, Zelá, Dumé e Ákia, cada uma com as suas especialidades de produção, o que acaba ligando-as, menos Dumé, já que seu soberano Samis não quer muita conversa com Menaque, soberano de Ákia, o reino central, tudo parece aparentemente bem. Até que uma ameça explode. 

📖 Lokar e Azelom, soberanos de Nantel e Manson, respectivamente, terras além do Grande Mar, se juntam para derrubar o cinturão de Ákia, composto pelas soberanias citadas. E aonde quer que eles cheguem, saem derrubando tudo, inclusive as soberanias medianas, que é o caso de Gadumcujo soberano é Ramifá, mas perdeu sua vida na guerra e agora seu filho Quinon ficou com a responsabilidade de reerguer o reino em pedaços.

📖 E é durante o desespero da guerra que mãos amigas acolhem os moradores da região. Mãos não tão comuns, já que elas pertencem ao gorjam Nemaim, um personagem singular que aparece pra dar mais tensão à narrativa. Três princesas, Nira, Barneq e Franes, que fugiam do horror instaurado por Lokar e seus comparsas tiveram a sorte de ser acolhidas no Vale Gorjam, onde percebem que o que era lenda para elas, acabou por se tornar real.

📖Os gorjans são seres diferentes dos homens, em seu aspecto físico e emocional, mas os descendentes de Ákia (o Gorjam que deu nome à região) demonstram muitas coisas parecidas com as humanas, como os sentimentos, algo que deve ficar escondido, pois os gorjans comuns se sentem ameaçados por eles, já que guiados pelas emoções os humanos cometem as maiores loucuras e atrocidades. O Vale guarda muitos mistérios, não somente para os humanos, mas para os próprios gorjans. E as três princesas acabam participando deles, mesmo sem saberem. Larmú e Nemaim tiveram uma cria, a Minuha, e ela vê sua vida revirada quando começa a ouvir um chamado forte de Sucã, uma antiga saerdotisa da Ordem dos Altares, uma Ordem poderosa e que tem domínio sobre os gorjans descendentes de outras gerações, por isso é um perigo que ela seja restaurada e Nemaim tenta a todo custo impedir que isso aconteça. É o cumprimento de um dito de Lithel, a gorjam responsável pela criação da Ordem, que o escreveu nos Escritos Sagrados. Então, não só o mundo dos humanos está uma bagunça, o dos gorjans também está.

📖 Enquanto as princesas estão protegidas pelos gorjans, ainda que desconfiem deles e queiram ir embora, o cinturão de Ákia é assolado pela crueldade do soberano de Nantel, que trai aqueles que se achavam seus amigos e se deixa levar pela ganância. O poder fala mais alto não só pra ele, mas também para o meriote (homem da montanha) Gresys, dono de uma ambição que não tem limites.

📖 Os soberanos Menaque, de Ákia, Messa, de Asilé, Nok, de Carcondes e Balil, de Zelá, junto com sua família são destituídos do poder e alguns até perdem a vida. Dumé, por conta do imprudente Samis, continua de pé, mas sob vontade e interesse de Lokar, claro, porque em um sopro ela também rui.

"[...] Há erros que na vida que não se pode cometer, pois certamente se pagará com a vida." (p.252)

📖 Dessa forma, Fená e Suna, esposa e serva de Messa, assim como Lamel, filho mais jovem de Menaque e de sua esposa Délia, Jemá, filho de Balil e irmão de Franes, começam a peregrinar sem rumo. No começo, a maioria deles estão sozinhos, mas aos poucos começam a se encontrarem e aí vemos a genialidade do autor, que nos deixa perceber uma história que vai se afunilando aos poucos.

📖 Os remanescentes da guerra se reúnem para colocar em prática um plano arriscado de retomar o cinturão, como é conhecida a região de Ákia, e vemos a elaboração de guerra e muitas lutas sangrentas, mas o problema é que eles perderam muitos homens durante a invasão de Lokar, então só lhes resta desistir ou seguir em frente.

"-Correntes não quer dizer nada, Silbaa; são as palavras que nos prendem ou nos libertam." (p. 266)

📖 Aparecem muitos personagens importantes na narrativa, como Elquim, pai de Fená e tantos outros. Todos eles têm um papel ativo na narrativa e são bem desenvolvidos e essa foi uma das coisas que mais gostei no livro, cada personagem tem suas características e conseguem se manter dentro delas. O outor criou um cenário cativante e personagens fortes, principalmente as femeninas, que se destacam com sua força e ousadia. Os planos e estratégias de guerra são bem elaborados e a partir da página 250, mais ou menos, começamos a ver revelações que não param até à última página, quando ainda teremos uma surpresa de quem é o narrador.

📖 A questão da religião e das tradições gorjans são bem exploradas e nos vemos num cenário misto, onde o politeísmo se mistura com o  monoteísmo. E essa foi outra genialidade do autor. Ele se manteve fiel à época, então vamos ter uma linguagem simples, mas desprovida de gírias ou algo do tipo, e isso nos aproxima mais da história, nos faz submergir a cada virar de páginas.

📖O autor nos apresenta a dois mundos: o dos homens e o dos gorjans, que aos poucos se misturam, e quando se juntam podemos ver o contraste de ambos, não só no aspecto físico, mas também no cultural.

📖 Enfim, gente, o livro é maravilhoso e a história é bem elaborada, cheia de aventuras e intrigas. Apesar da quantidade de páginas, dá pra lê-lo rápido, pois o Roberto tem uma escrita viciante e intercala a narração em vários cenários. Eu demorei, mas porque estou bem lenta ultimamente. Essa é uma leitura muito recomendada e eu espero ansiosamente pelos próximos 2 volumes. Ah, quem se interessar, estou fazendo um book tour desse livro, é só falar comigo pelo Instagram ou por email: mirellealmeidaoliveira1995@gmail.com

Se quiserem adquirir o livro, deixo disponível as redes sociais onde encontrarão informações sobre a obra e o autor: ❤ Comprar ❤ Site ❤ Instagram.


Classificação: 
🕮🕮🕮🕮🕮
Autor: Roberto Albuquerque
Ano: 2016
Páginas: 618

16/02/2018

Série | Séries que estou vendo

Oi, gente! Esse é um post um pouquinho diferente. Já faz um tempinho que estou viciada em séries e assisto algumas. Vou deixar aqui as que estou vendo no momento e colocar apenas as sinopses. Estou assistindo mais que essas, só que as três que citar aqui são as que me mantenho fiel, assistindo sempre. Estou acompanhando todas pela Netflix.

The Originals. Amooo.
Sinopse: Um spin-off de The Vampire Diaries, que se passa em New Orleans. A série é centrada nos irmãos Mikaelson, que são conhecidos como os vampiros originais do mundo: Klaus (Joseph Morgan), Elijah (Daniel Gilles), e Rebekah (Claire Holt). Séculos atrás, eles prometeram ficar juntos para sempre e proteger uns aos outros. Agora, os laços familiares quebrados, tragédia e fome recaem como maldição àqueles que não cumpriram seus votos.

 ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~♥~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

La Casa de Papel. Que série!
Sinopse: Oito habilidosos ladrões se trancam na Casa da Moeda da Espanha com o ambicioso plano de realizar o maior roubo da história e levar com eles mais de 2 bilhões de euros. Para isso, a gangue precisa lidar com as dezenas de pessoas que manteve como refém, além dos agentes da força de elite da polícia, que farão de tudo para que a investida dos criminosos fracasse.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~♥~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Descendants of the Sun. Não podia faltar um c-drama, né?! 

Sinopse: Yoo Shi Jin (Joong-ki Song) é o capitão das forças especiais coreana. Ele conhece a médica Kang Mo Yeon (Hye-kyo Song) quando Yoo e seu colega de trabalho acabam machucando um bandido. O capitão e a doutora logo se apaixonam, mas manter essa relação e lidar com seus respectivos trabalhos não é uma tarefa fácil. O casal acaba terminando o namoro, mas, oito meses depois, o destino reúne os dois novamente.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~♥~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Bem, gente, é isso. E vocês, qual (is) série (s) assistem?
*Todas as imagens foram retiradas da internet.

Beijos e até a próxima, se Deus quiser.💗

13/02/2018

♫ Resenha | Cantigas de Ninar Dragões- Rogério Bernardes 🐲


 ♫ Oi, pessoinhas lindas! Estou feliz, faço essa resenha extremamente feliz, isso por tantas coisas boas acontecendo na minha vida, aí pensei "hoje é o dia de resenhar esse livro".

🐲 O livro foi concedido pela editora e parceira do blog, a Penalux, uma das minhas preferidas, são muito lindos em tudo, nas edições dos livros, no trato com o parceiro, enfim.

♫ Cantigas de Ninar Dragões abre seu leque de 80 poemas com "Doce de leite", um poema que mostra a dureza que é crescer, mas que ao fim se pode saborear ser criança se se guardar os sonhos, aqueles sonhos que só uma criança ousa sonhar. E nesse livro Rogério (re)planta seu pé de poesia, desenterra seu pote de doce de leite e nos presenteia com essa árvore de sonhos que vemos crescer, revigorar-se e dar flores e frutos.


MUDEZ
Um dia foi grito
Hoje é só balbucio
E ainda será mudez
Amanhã será poesia
Hoje é só uma folha escrita
Otem, pura insensatez. (p.104)
🐲Com versos livres, o poeta fala de uma diversidade de temas e entre os mais destacados, a infância seguida pela velhice. Rogério sempre está contrastanto esses dois lados de uma mesma moeda.

♫ Sua poesia expressa sentimentos e sensações mas, sobretudo, fala de si mesma, de sua formação, enquanto se forma e define o estilo do poeta, que prefere versos desregrados.

"[...] Criei a minha própria estética
soprei ao vento palavra exótica
-Desmétrica-"

🐲 Podemos perceber em Cantigas de Ninar Dragões poemas intensos, vívidos, que revelam um eu lírico que pulsa, pulsa na vida e desemboca na poesia, que a sua vez não consegue mostrar a imensidão dos sentimentos do poeta, que não consegue compor, moldar, a imagem ou o sonho que está dentro dele.

♫ O livro traz à tona poemas que humanizam objetos e que falam de algo, mas no fim revela alguém. Dá para ver algumas referências também, como no poema "Pedro e o Poeta", que poderíamos interpretar "Pedro" como a rocha que o poeta usa para edificar sua poesia, pedras não são um empeçilho, mas uma oportunidade de construção; essa parte evidencia uma referência bíblica quando Jesus diz a Pedro que "sobre esta pedra edificaria sua igreja" (Mateus 16.18- há várias interpretações a respeito deste versículo).


🐲Enfim, Cantigas de Ninar Dragões é esse fogo que queima o poeta, que está preso em sua garganta e só é aliviado quando consome o papel com sua intensidade e ardor. As poesias postas para fora, liberadas, são cantigas que acalmam essa chama constante. É interessante perceber que até o título está mostrando esses dois lados, pois quando pensamos em cantigas de ninar pensamos em crianças e em inocência, ao tempo que dragões são animais selvagens, que queimam e machucam.


♫ Rogério com sua sensibilidade de ver e sentir o mundo, nos toca com suas ardentes palavras e se despede com o poema "Epílogo" no qual livro e autor se confundem, nos fazendo perceber que a poesia de Rogério (e em geral, acredito) é muito mais que palavras ou sentimentos, é uma parte íntima do autor revelada a nós, uma alma que se desnuda e se mostra do que é feita: poesia.

Sobre essa edição: está lindíssima, as folhas são amareladas e o livro está cheio de ilustrações. Amei, assim como as outras edições da editora.

Classificação:
🕮🕮🕮🕮🕮
Autor: Rogério Bernardes
Editora: Penalux
Ano: 2017
Páginas: 180

09/02/2018

♥ Parceria | Cláudia Cassoma ♥

♥ Oi, pessoas! é com alegria e um prazer imenso que lhes anuncio que mais uma autora se juntará ao blog: Cláudia Cassoma. Ebaaaa \o/\o/\o/\o/ Abaixo lhes apresento um pouco sobre ela e suas obras. Vamos lá?


≪Cláudia vê-se na complexidade de artista, e por tal se abstém de se definir no singular. É de nacionalidade angolana; nasceu em Luanda em 1993. É acadêmica de Pedagogia com Ênfase em Educação Especial e vive mergulhada na arte de escrever desde tenra idade. Tendo já explorado uma variedade de géneros, Cláudia Cassoma estreou-se no mundo literário em 2013 com o poemário Amores que nunca vivi; Pretérito Perfeito e Cânticos de Apego são seus outros livros. No seu repertório literário ela tem catorze publicações participativas em antologias enraizadas em vários países. Ela é fundadora da ONG SmallPrints e conta com três prêmios literários incluindo o Prémio Maria Maldonado de Literatura e outros na área de liderança e serviço social.

Embora a literatura esteja na essência da sua identidade artística, seu talento e potencial distribuem-se na grande paixão por crianças, no serviço social, no activismo e noutras expressões artísticas.≫

♥ Aqui lhes apresento os três livros da autora e onde vocês podem encontrá-la. 💗♥
Livro publicado em 2013 
"Amores que nunca vivi é um livro com poemas escritos na minha adolescência e começo da juventude. Como o título sugere, o livro apresenta poemas sobre o amor e seus derivados."

Publicado em 2017
Publicado em 2018
                





♥Vocês encontrarão mais informações sobre a Cláudia no seu Blog. É só clicar no nome que já serão redirecionados pra lá.









♥ Enfim, gente, é isso. Assim que ler algum dos livros da autora, lhes trago resenha. Deixem nos comentários se já conhecem a Cláudia ou alguma das obras dela.

♥ Beijos e até a próxima, se Deus quiser.


05/02/2018

🕮 Livros | Leituras para Fevereiro 🕮

Oi, pessoas!  Vim apresentar pra vocês minhas leituras para Fevereiro e as leituras realizadas em Janeiro, que na verdade foram apenas três (que vergonha, haha). Flopei total nas minhas metas literárias do mês passado e espero que não aconteça o mesmo com esse mês, mas tô me organizando melhor.

📚Enfim, o mês passado li os contos do Fábio de Andrade, que estão na obra "Sob os olhos do delírio", "Cantigas de Ninar Dragões" (resenha em breve), concedido pela editora parceira Penalux e "A Mandrágora"(resenha em breve), de Maquiavel. Esse último li para cumprir com o desafio literário de 12 clássicos para 2018 (#12ClássicosPara2018), se quiserem participar, é só falar comigo pelo Instagram. O desafio foi organizado por um IG que sigo e estou amando.

                           
                                 RESENHA | COMPRA
SINOPSE | COMPRA
SINOPSE | COMPRA
📚 Para Fevereiro, tenho a leitura do clássico, que já comecei, "Lucíola", de José de Alencar, "Dragões de Éter", do Raphael Dracon e algum conto  desse livro do autor russo Tchekhov (além de séries, claro, haha). Não vou colocar muita coisa se não flopo de novo, haha.


📚 É isso, pessoas, me contem nos comentários se já leram algum desses livros e se têm uma meta para Fevereiro também.

Um abraço apertadinho, quentinho e aconchegante em cada um de vocês que me acompanham por aqui.

Até a próxima, se Deus quiser. 💗


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