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31/03/2017

Vida Cristã | Olhos que veem

Olá, gente! Como estão? Desculpem pelo sumiço, a faculdade está bem puxada, mas enfim. Hoje lhes trouxe um texto inspirado em minha leitura de "Primitivo", de Mark Batterson. Esse livro comprei em uma livraria cristã lá no Uruguai. Foi amor à primeira vista e, realmente, ele é maravilhoso. Tenho aprendido grandes lições com ele; quando terminá-lo, lhes trago a resenha. ❤

Tradução: "Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre."
"Olhos que olham são comuns. Olhos que veem são raros." J. Oswald Sanders
Sabe quando admiramos o nascer ou o pôr do sol? Quando percebemos a chuva e sentimos o cheiro que ela deixa ao tocar a terra seca? Quando olhamos pro céu e admiramos a beleza da lua e das estrelas? Exatamente nesses momentos estamos fazendo como Deus após a criação do céu e da terra e tudo o que neles habitam. Estamos dando um passo para trás e analisando quão lindo e maravilhoso e bom é tudo isso! E ficamos satisfeitos, contentes. É isso que Deus quer de nós, que afastemo-nos (mesmo quando estivermos em dificuldades) e admiremos e enxerguemos além dos olhos carnais, mas que sintamos com a alma tudo o que Ele preparou para nós. Deus, ao sexto dia de sua criação, olhou para tudo o que tinha feito em sua extensão e considerou, viu, que tudo era muito bom.
"E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto." Gênesis 1:31
É isso o que Deus busca de nós, que não nos fixemos ou atenhamos em nossos problemas, mas que percebamos como é bonito e bom o que Ele sonhou e tem sonhado para nós.

O Deus que nos sonhou e nos formou preparou uma maravilha que só conseguimos ver ao parar e dar esse passo para trás, ou seja, quando nos afastamos de nossa condição e olhamos além do que está diante dos nossos olhos carnais. Deus quer que você e eu vejamos com os olhos da alma, esses olhos que estão conectados com o Senhor e que enxerga solução através das nuvens cinzas.

Espero que essa seja uma palavra de benção e ânimo para a sua vida!
"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." João 16:33
Abração e até a próxima!
Por Mirelle Almeida 

24/03/2017

Resenha | A Máscara da Morte Vermelha- Edgar Allan Poe

Esse conto, do livro Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe, apresentado por um narrador em 3ª pessoa que se coloca como um contador de histórias: "deixe-me falar", "como já falei", etc., pois esses são  marcadores característicos da narrativa oral, então, de alguma forma, Poe retoma a tradição, porque antes, especificamente na Idade Média, quando não existia a escrita tal como a conhecemos, as histórias eram repassadas de boca em boca, de geração a geração.

A Morte Vermelha é uma praga que se manifesta pelo sangue saindo dos poros das pessoas e é contagiosa e em pouco tempo causa a morte, por isso o príncipe Próspero decide reunir mil amigos e se trancar em um dos seus muitos castelos. Após a entrada, o castelo é selado de tal forma que ninguém pode entrar nem sair dele. Seus habitantes esquecem-se do mundo e começam a curtir a vida, como se uma praga não estivesse assolando lá fora.

O castelo possui sete salas, todas com duas janelas góticas que refletem a cor da decoração, menos a última que, apesar de possuir cortinas pretas, as janelas são tingidas de um vermelho-sangue e isso assusta as pessoas, o que as fazem a evitar porque a cor vermelha lembra a praga.


Próspero decide fazer uma festa fantasia e as pessoas se vestem da forma mais macabra possível. Mas alguém consegue e ousa ser mais extravagante que todos, trazendo um lembrete que todos faziam questão de esquecer, e isso irrita muito o príncipe. Mas, ainda assim, todos aproveitam a festa, esquecendo do mundo e deixando-o com sua dor e desolação, até que um relógio antigo, que está na sétima sala do castelo, aquela que ninguém gostava e faziam de tudo para ficar longe, começa a tocar e nesse momento a música para e todos os presentes assumem posturas estranhas, começam a lembrar-se da miséria que está lá fora. E esse comportamento sempre acontece quando o relógio soa.
"Pelas setes câmaras desfilavam, de fato, uma multidão de sonhos."
Vejo o relógio nessa narrativa, assim como a sétima câmara, como objetos da realidade. Tudo se apresenta fantasioso, como num sonho (e a presença das janelas góticas que é uma das características da arquitetura medieval e ao mesmo tempo, na Literatura, pode ser a presença do sobrenatural, reforça isso), mas no momento que o relógio toca, se rompe a fantasia e o mundo volta ao normal enquanto as badaladas se fazem escutar.

"[...] Então, por um instante, tudo para, tudo é silêncio, salvo a voz do relógio. Os sonhos parecem congelados." 
O conto termina de uma maneira surpreendente, ainda que esperada por se tratar de Poe. O livro é lindo, Poly Bernatene, a ilustradora, fez um trabalho excelente. Os contos são curtinhos e foram impressos em papel revista, aquele bem lisinho (e com um cheiro maravilhoso).

Classificação: 
Editora: Melhoramentos
Autor: Edgar Allan Poe
Ilustradora: Poly Bernatene
Ano: 2010
Páginas: 88

18/03/2017

RESENHA | JURASSIC PARK - MICHAEL CRICHTON

SINOPSE
"Tim sentiu um calafrio, mas então, enquanto conferia o resto do corpo do animal, descendo pela enorme cabeça e as mandíbulas, viu o membro superior, menor e musculoso. Ele acenou no ar e, em seguida, agarrou a cerca."
Olá, pessoas! Eu sou o novo colaborador aqui do Blog e com minha primeira resenha trago um livro que fala basicamente de algo que gosto desde que era criança... Dinossauros!

Essas criaturas que já habitaram nosso mundinho me fascinam bastante, e aqui venho escrever sobre Jurassic Park, livro de 1991, escrito por Micjael Crichton!

A história que muitos devem conhecer através do filme de 1993, dirigido por Steven Spielberg (mas que no livro possui muitas diferenças de acontecimentos), é a de um homem ambicioso, John Hammond, que cria uma empresa de biotecnologia (INGEN) capaz de recriar e trazer à vida os dinossauros através do sangue encontrado em mosquitos pré-históricos presos em âmbar. E com isso cria seu parque na Isla Nublar, o risorte Jurassic Park. Só esses fatos já me chamaram a atenção, mas o que me surpreendeu foi a série de críticas que Cricton coloca em seu livro! Ambições, controle do meio natural, brincar de Deus!

Os personagens criados para a trama são os principais responsáveis pelas críticas e deixam o livro ainda melhor de se ler! Entre eles o que mais se destaca é Ian Malcolm, um matemático, estudioso da teoria do caos que defende que tudo em algum momento pode vir a dar errado por mais perfeito e seguro que seja.

Imagem do blog "Modo Meu"
A ambição de Hammond o cega e não importa que tipos de tragédias ocorram (morre uma galera na ilha), ele não desiste da ideia de o Parque dar certo. A sua vontade de fazer dinheiro com sua ideia o cega para qualquer eventualidade. Quer a todo custo (correr e gritar pode ser um deles) que a experiência da ilha seja real, ao contrário do que Henry Wu, principal encarregado das pesquisas na ilha, diz.

"Você mesmo disse, John, que este parque é entretenimento. E entretenimento não tem nada a ver com a realidade. Entretenimento é a antítese da realidade."

Dennis Nedry, um dos empregados de Hammond, com sua própria ambição, elabora um plano para roubar embriões de dinossauros e vender para outra empresa de biotecnologia e sabota toda a ilha em uma noite de tempestade e isso causa uma série de eventos drásticos. É quando o grupo de visitantes que estavam inspecionando o Parque, se separam. O Dr. Alan Grant, um paleontólogo, e as crianças Tim e Lex se perdem quando sofrem o ataque do poderoso Rex, e andam por toda a ilha, o que dá o clima de aventura da narrativa. Durante o ataque, Malcolm também se fere gravemente e é salvo pela botânica Ellie Sattler (Ellie e Lex são as únicas personagens femininas, e as duas são fortes e determinadas). E é a partir desse ataque que o clima de desespero e caos tomam conta da Isla Nublar.

Imagem do blog "O clube da Meia-Noite"
Malcolm critica e diz que sempre defendeu que a ilha era impraticável. Que o ser humano não deve tentar controlar a vida e que a natureza sempre vai encontrar um meio, um caminho, para se livrar de nossas amarras.

Cada capítulo principal (são 7 ao todo) abre com uma fala de Malcolm com implicações matemáticas que mostram o quão tensas e irreversíveis as coisas estão caminhando. Diante desses fatos vem o desespero e, com ele, o caos.

De grandes lições, belas frases, o encantamento pela ilha vira terror! O que era belo se torna assustador! Caos é o que define o humano! O fim do livro tem grande reviravolta para a ilha e faz com que nos perguntemos, será que essa era a única solução? Ou isso nem deveria ter acontecido desde o começo?

Os personagens são bem marcantes de sua forma e cada um tem uma personalidade muito única! Falar desse livro não é tão simples e seria algo que demandaria mais tempo e mais escrita. E não quero entediar ninguém, rsrs. Essa edição, como vocês viram na foto, é maravilhosa. 

Essa é minha pequena resenha e espero que gostem! Abraços!

Por Breno Souza

Classificação:
★★★★★
Autor: Michael Crichton
Editora: Aleph
Ano: 2015
Páginas: 528
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